Hhistórias de mulheres: a importância do resgate para o combate às violências de gênero

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0383.2025.v46.48355

Palavras-chave:

Educação libertadora, Ancestralidade feminina, Saberes populares, Meninas, Educação de gênero

Resumo

Esse ensaio é o (re)início para uma caminhada que buscou (e ainda busca), perceber e resgatar o modo como uma educação libertadora, principalmente no âmbito da conscientização, senso crítico e autonomia do protagonismo feminino e feminista, pode firmar raízes profundas na história pessoal de quem as vive e oportunizar uma ampliação do olhar para as questões de gênero e sexuais que, ainda hoje, oprimem a pluralidade de corpos femininos existentes. É, também, um fragmento do trabalho final da Pós-graduação: “Saberes populares para a arte e a educação nas vivências da Carroça de Mamulengos”, que teve como pergunta suleadora: O que podemos fazer por nós mesmos? Buscando responder essa pergunta, essa escrita reflete sobre a importância do resgate das memórias nos saberes populares femininos e a influência dessas para a emancipação das mulheres no mundo contemporâneo.

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Biografia do Autor

Ana Cláudia Magnani Delle Piagge, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutoranda em Educação na Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCLAr/Unesp), Araraquara, São Paulo, Brasil. Mestrado em Educação Escolar pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCLAr/Unesp), Araraquara, São Paulo, Brasil. Pesquisadora na Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FCLAr/Unesp), Araraquara, São Paulo, Brasil.

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Publicado

13.07.2025

Como Citar

DELLE PIAGGE, Ana Cláudia Magnani. Hhistórias de mulheres: a importância do resgate para o combate às violências de gênero. Semina: Ciências Sociais e Humanas, [S. l.], v. 46, n. 1, p. 105–116, 2025. DOI: 10.5433/1679-0383.2025.v46.48355. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/view/48355. Acesso em: 3 mar. 2026.