Processo dialógico no emprego de nomes próprios de políticos brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.5433/1519-5392.2013v13n2p388Palabras clave:
Enunciado, Nome próprio, Dialogismo, Cronotopo, Políticos, AtributosResumen
Da perspectiva bakhtiniana de linguagem, pretende-se investigar o emprego de nomes próprios em textos de teor político e discutir como esses nomes próprios podem exercer a função, não simplesmente designativa, mas também atributiva de figuras políticas, em foco no discurso. Para isso, analisar-se-ão textos de temas políticos, enfatizando-se a função do emprego de antropônimos no discurso político do autor, com base nos conceitos bakhtinianos de enunciado, dialogismo e cronotopo. Com a análise, sugere-se que o uso de nomes próprios como atributos está relacionado aos vários discursos com os quais o autor escrevente dialoga no espaço e no tempo, de modo que esses nomes próprios são marcadamente caracterizados por seu emprego socialmente sustentado nos usos dos sujeitos.
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