Metáfora e gramática: a categorização de um fenômeno multifacetado

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/1519-5392.2015v15n2p73

Palavras-chave:

Metáfora, Gramática, Classes gramaticais

Resumo

Este trabalho pretende fazer uma revisão do tratamento dado à metáfora nas gramáticas tradicionais, de cunho normativista, e nas gramáticas contemporâneas, que se pretendem descritivistas. Esta revisão se baseia no pressuposto linguístico de que a metáfora não é um uso especial da linguagem, mas um mecanismo linguístico disponível e utilizado pelos falantes o tempo todo. Desta forma, investigamos o surgimento da metáfora dentro dos estudos gramaticais e a parca modificação da abordagem deste fenômeno ao longo dos tempos. Como dissemos, entendemos que a metáfora não faz parte de uma classe gramatical específica – e nem faria sentido pensar desta forma – e, assim, este trabalho olha para as categorizações disponíveis a fim de propor uma nova maneira de tratá-la, mais condizente com o rumo seguido pela linguística moderna.

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Biografia do Autor

Marina Chiara Legroski, Universidade Federal do Paraná - UFPR

Doutoranda do programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná. Bolsista CAPES.

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Publicado

31-08-2015

Como Citar

LEGROSKI, M. C. Metáfora e gramática: a categorização de um fenômeno multifacetado. Entretextos, Londrina, v. 15, n. 2, p. 73–93, 2015. DOI: 10.5433/1519-5392.2015v15n2p73. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/entretextos/article/view/15222. Acesso em: 27 fev. 2024.

Edição

Seção

Artigos