Publicado 2025-12-12
Palavras-chave
- Fotografia,
- Nadificação,
- Esquize,
- Lacan,
- Sartre
Como Citar
Resumo
O artigo propõe uma análise da fotografia a partir da articulação entre a fenomenologia e a psicanálise, sobretudo nas perspectivas de Sartre e Lacan. O texto apresenta uma investigação sobre o estúdio fotográfico como espaço de produção simbólica, em que o corpo fotografado deixa de ser mero objeto e passa a refletir o olhar e o desejo de quem o observa. A fotografia é concebida como um campo de esquize e nadificação: o olhar que fende o sujeito e o transforma em imagem e ausência. A partir dos conceitos de “Objeto a”, “pulsão escópica” e “ser-para-outro”, o texto propõe que a imagem fotográfica não representa o real, mas o atravessa, instaurando uma experiência intersubjetiva e corporal na qual o sujeito é, simultaneamente, agente e espectro. A fotografia, assim, torna-se campo de produção de sentido, desejo e angústia. O texto problematiza: como a fotografia, ao mediar a relação entre quem olha e quem é olhado, opera uma nadificação do sujeito, desvelando, nas perspectivas de Lacan e Sartre, um processo de alienação e desdobramento da subjetividade? Com o objetivo de retomar o debate fenomenológico e psicanalítico sobre o olhar no contexto da fotografia, o texto ressignifica as relações entre sujeito e objeto. Pretende-se, assim, compreender a fotografia como experiência intercorpórea, na qual se joga a ambivalência entre passividade e atividade do corpo fotografado e do corpo que fotografa, revelando camadas de desejo, ausência e pulsão. O ato fotográfico é um acontecimento no qual o sujeito é exposto ao olhar que o constitui.
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Referências
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