O caminhar da saúde na ciência: perspectivas futuras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/anh.2026v8.id55730

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Saúde Digital, Pessoal de Saúde

Resumo

Este editorial discute as perspectivas futuras da inteligência artificial na assistência, na pesquisa e na educação em saúde, destacando seu potencial para integrar múltiplas fontes de informação, apoiar a tomada de decisão clínica, personalizar o cuidado e ampliar o acesso a tecnologias de alta complexidade. São abordados desafios relacionados à qualidade e à representatividade dos dados, aos vieses algorítmicos, à interoperabilidade, à transparência dos modelos, à responsabilidade jurídica e ao monitoramento contínuo dos sistemas após sua implementação. O editorial enfatiza, ainda, a importância de utilizar a inteligência artificial para automatizar processos administrativos, permitindo que profissionais, especialmente de enfermagem, dediquem maior tempo ao cuidado direto, à comunicação e ao vínculo terapêutico. No campo da formação profissional, ressalta-se a necessidade de desenvolver competências digitais sem comprometer a construção do raciocínio clínico independente, alertando para o risco do never-skilling. Por fim, discute-se a expansão de tecnologias preditivas, modelos multimodais, biossensores e aplicativos em saúde, reforçando a urgência de modelos robustos de governança, regulação e validação clínica. Conclui-se que o impacto da inteligência artificia na saúde dependerá da integração entre a inovação tecnológica, os princípios éticos, a equidade, a transparência e o compromisso social, assegurando que os avanços científicos resultem em melhorias efetivas para indivíduos e populações.

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Biografia do Autor

Maria Elisabete Salvador, Universidade Federal de São Paulo

Professora Associada no Departamento de Informática em Saúde da Escola Paulista de Medicina (EPM), UNIFESP. Pós doutoranda em Saúde Digital. Coordenadora de área do Curso de Especialização em Medicina de Família e Comunidade da UNA-SUS Unifesp, 2024 até o presente. Orientadora no Programa de Pós-Graduação da EPM Unifesp. Membro do Grupo de Estudos sobre Ensino em Saúde Digital UNA-SUS / Fiocruz. Líder do Grupo de Estudos, Pesquisa e Inovação Interdisciplinar em Saúde Digital, Informática Médica e Biomédica do CNPq. Assessora Técnica Científica da SPDM Afiliadas e Hospital São Paulo, HU da Unifesp, desde 2007. Atua nas áreas de ensino, pesquisa, desenvolvimento e avaliação de inovações tecnológicas, com ênfase em Saúde Digital (soluções digitais e Ciência de Dados em Saúde), Saúde Coletiva e Saúde Pública. 

Paulo Bandiera-Paiva, unifesp,Universidade Federal de São Paulo

Professor associado do Departamento de Informática em Saúde da Escola Paulista de Medicina / Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com uma carreira voltada para a inovação em saúde digital. Com formação em Biologia Molecular e Tecnologia da Computação, destaca-se na integração de bioinformática e tecnologia da informação aplicada à saúde. Sua atuação inclui o desenvolvimento e a gestão de registros eletrônicos de saúde, reforçando aspectos de segurança de dados e acessibilidade em sistemas distribuídos. Como coordenador de projetos de saúde digital, contribuiu significativamente para a implementação de sistemas que otimizam a gestão clínica, desde o compartilhamento seguro de dados até a criação de ferramentas para pesquisa biomédica. Sua produção científica explora o impacto de tecnologias digitais na atenção à saúde e em processos de cuidado, sendo amplamente reconhecida por artigos e participações em conferências nacionais e internacionais. 

Dulce Aparecida Barbosa, Universidade Federal de São Paulo

Graduação em Enfermagem, Mestrado em Biologia Molecular, Doutorado em Ciências da Saúde e Pós-Doutorado em Nefrologia pela UNIFESP. Professora Titular e Livre Docente, do Departamento de Enfermagem Clínica e Cirúrgica da Escola Paulista de Enfermagem da UNIFESP. Tem desenvolvido pesquisa clínica aplicada com destaque à prevenção e controle de infecções e vigilância das doenças emergentes e reemergentes em diversas populações. Editora Chefe da Revista Brasileira de Enfermagem, membro titular da Rede de Editores de Enfermagem do Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde. Coordenador da REDE Brasileira de ?Boas Práticas e ações de saúde pública com grupos em situação de vulnerabilidade?. Coordenadora do Instituto de Estudos Avançados e Convergentes (IEAC) do Campus São Paulo da UNIFESP. Pesquisadora 1A do CNPq Palavras chave: Populações Vulneráveis; Doenças Emergente e Reemergentes; Biovigilância; Infecção; Morbidade; Mortalidade; Cientometria.

Referências

1. Angus DC, Khera R, Lieu T, et al. AI, health, and health care today and tomorrow: the JAMA summit report on artificial intelligence. JAMA. 2025;334(18):1650-64. DOI: https://doi.org/10.1001/jama.2025.18490

2. World Health Organization. Digital health competency framework for health workers. Geneva: World Health Organization; 2026. 44p

Publicado

2026-10-02

Como Citar

Salvador, M. E., Bandiera-Paiva, P., & Barbosa, D. A. (2026). O caminhar da saúde na ciência: perspectivas futuras. Advances in Nursing and Health, 8(1), 1–4. https://doi.org/10.5433/anh.2026v8.id55730