Avaliação do estresse de estudantes de enfermagem em simulação de síndrome coronariana aguda

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/anh.2026v8.id51230

Palavras-chave:

Simulação de paciente, Estudantes de enfermagem, Estresse psicológico

Resumo

Objetivo: Avaliar o estresse em estudantes de enfermagem em simulação de síndrome coronariana aguda. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo transversal. A amostra foi composta por 33 estudantes, sendo eles separados em 15 duplas e um trio. Como critério de inclusão, tem-se: estar regularmente matriculado no quarto ano do curso de enfermagem, estar vinculado à disciplina de Práticas Clínicas em Alta Complexidade e não possuir graduação prévia na área da saúde. Foram descontinuados das análises aqueles que, por qualquer motivo, tenham faltado a uma ou mais etapas prévias à simulação, como as aulas teóricas referentes ao tema. A coleta de dados foi realizada por meio do questionário deKezkak. Resultados: Pode-se observar que, em relação aos itens que mais elevaram o nível de estresse dos estudantes, destacaram-se: confundir a medicação, causar dano físico ao doente/paciente, fazer mal meu trabalho e prejudicar o doente/paciente, picar-se com uma agulha infectada e sentir que não posso ajudar o doente. Os itens que causaram menos estresse foram: falar com doente do seu sofrimento, a relação com os colegas estudantes de enfermagem, não saber como terminar o diálogo com o doente/paciente, envolver-me emocionalmente com o doente/paciente e que o doente/paciente não me respeite. Conclusão: O ensino baseado em simulação prepara o aluno para o contexto clínico real. O estresse está inserido como forma de habilitar o estudante e fazer com que ele realize suas funções com efetividade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Mariane Cristina Rodrigues, Hospital 18 de dezembro

Enfermeira. Graduação. Hospital 18 de Dezembro. Arapoti, Paraná, Brasil.

Gabriely De Matos Silveira, Hospital e Maternidade Anita Canet

Enfermeira. Graduação. Hospital e Maternidade Anita Canet. Conselheiro Mairinck, Paraná, Brasil.

Carina Bortolato-Major, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Enfermeira. Doutorado. Universidade Estadual do Norte do Paraná. Bandeirantes, Paraná, Brasil.

Mayara Almeida Martins, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Enfermeira. Doutoranda em enfermagem. Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Eleine Aparecida Penha Martins, Universidade Estadual de Londrina

Enfermeira. Pós-doutorado. Universidade Estadual de Londrina. Londrina, Paraná, Brasil.

Ana Cândida Martins Grossi Moreira, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Enfermeira. Doutorado. Universidade Estadual do Norte do Paraná. Bandeirantes, Paraná, Brasil.

Referências

1. Silva LB da, Bresolin GG, Freire P de S. Ensino baseado em simulação nas disciplinas de uma instituição pública educacional:

um estudo de caso. Revista Aproximação, [S.l.]. 2020 [citado 2023 jun 23];2(03). Disponível em: https://revistas.unicentro.br/index.php/aproximacao/article/view/6468.

2. Boostel R, Bortolato-Major C, Silva NO da, Vilarinho J de OV, Fontoura AC de OB, Felix JVC. Contribuições da simulação

clínica versus prática convencional em laboratório de enfermagem na primeira experiência clínica. Esc. Anna Nery. 2021;25(3).

doi:10.1590/2177-9465-EAN-2020-0301.

3. Cordeiro TLR, Santos LR dos, Peixoto MAP. Metacognição em simulação clínica: auxiliando o estudante a aprender a aprender.

Rev. Esp. Pedag. 2023;30:e14805. doi:10.5335/rep.v30i0.14805.

4. Gomes CS, Gonçalves RPF, Silva AG da, Sá ACMGN de, Alves FTA, Ribeiro ALP, et al. Factors associated with cardiovascular

disease in the Brazilian adult population: National Health Survey, 2019. Rev bras epidemiol. 2021; 24:e210013. doi: 10.1590/1980-

549720210013.supl.2.

5. Abelsson A. Anxiety caused by simulated prehospital emergency care. Clin Simul Nurs. 2019;29:24-8. doi:

10.1016/j.ecns.2019.02.004.

6. Nakayama N, Arakawa N, Ejiri H, Matsuda R, Makino T. Heart rate variability can clarify students

' level of stress during nursing

simulation. PLoS One. 2018; 13(4):e0195280. doi: 10.1371/journal.pone.0195280.

7. Almeida MN, Duarte TT da P, Magro MC da S. Simulação in situ: ganho da autoconfiança de profissionais de enfermagem na

parada cardiopulmonar. Rev Rene. 2019;20:e4153. doi: 10.15253/2175-6783.20192041535.

8. Pinto IF, Mello ECA, Lima EAP, Lucena RP, Morais CAC. Pacientes com doenças cardiovasculares: um olhar sobre a assistência

de enfermagem. FESVIP [Internet]. 2019 [citado 2023 nov 08];44:2447-131. Disponível em:

https://temasemsaude.com/wp-content/uploads/2019/06/fesvip201902.pdf.

9. Nunes FMP, Silva AB. Assistência ao paciente com Síndrome Coronariana Aguda: revisão integrativa. Rev. Ciênc. Saúde Nova

Esperança. 2020;18(2). doi: 10.17695/revcsnevol18n2p98-106.

10. Darski C, Ferreira CF, Kuhl CP, Machado FD, Werka HMG, Diaz JO, Rodrigues MP, et al. Bioestatística quantitativa aplicada.

Universidade Federal do Rio Grande do Sul [Internet]. 2020 [citado 2023 nov 08]. Disponível em:

https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/215459/001119979.pdf?seq.

11. Nascimento J da SG, Costa ABF, Sangiovani JC, Silva TC dos S, Regino D da SG, Dalri MCB. Pré-simulação, pré-briefing ou

briefing na simulação em enfermagem: quais as diferenças? Revista Eletrônica de Enfermagem. 2020; 22: 60171. doi:

10.5216/ree.v22.60171.

12. Bortolato-Major C, Montovani M de F, Felix, JVC, Boostel R, Silva ATM da, Caravaca MoreraI J A. Avaliação do debriefing na

simulação clínica em enfermagem: um estudo transversal. Revista Brasileira de Enfermagem. 2019;72(3):788- 94. doi:

10.29393/CE29-14FECR70014.

13. Barroso I, Vilela I, Rainho C, Correia T, Antunes C. Adaptação para a língua portuguesa do questionário KEZKAK: instrumento de

medida dos factores de estresses dos estudantes de enfermagem na prática clínica. Revista Investigação em Enfermagem

[Internet]. 2008 [citado 2025 abr 30];17:34-40. Disponível em: http://hdl.handle.net/10198/1115.

14. Bortolato-Major C, Montovani M de F, Felix JVC, Boostel, MatteI ÂT, Boostel R, Holanda-Prezotto K, Molina-de-Souza R.

Factores estresantes de los estudiantes de enfermería en diferentes escenarios simulados. Cienc enferm. 2023;29(14). doi:

10.29393/ce29-14fecr70014.

15. Nascimento MA, Freitas K, Oliveira CG. Erros na administração de medicamentos na prática assistencial da equipe de

enfermagem: uma revisão sistemática. Caderno de Graduação - Ciências Biológicas e da Saúde - UNIT - SERGIPE, [S. l.]. 2016.

[citado 2023 nov 08];3(3): 241. Disponível em: https://periodicos.set.edu.br/cadernobiologicas/article/view/3533.

16. Tavares APM, Barlem JGT, Silveira RS da, Dalmolin G de L, Feijó G dos S, Machado IA, et al. Support provided to nursing

students in the face of patient safety incidents: a qualitative study. Revista Brasileira de Enfermagem. 2022;75(2):e20220009.

doi: 10.1590/0034-7167-2022-0009.

17. Cauduro GMR, Magnago TSB de S, Andolhe R, Lanes TC, Ongaro JD. Segurança do paciente na compreensão de estudantes

da área da saúde. Rev Gaúcha Enferm. 2017;38(2):e64818. doi: 10.1590/1983-1447.2017.02.64818.

18. Magri MA, Moraes, AI de S, Coneglian TV, Popim RC. Conhecimento dos acadêmicos de enfermagem sobre acidentes com

material biológico. Cuid Enferm [Internet]. 2020 [citado 2023 nov 08];14(2):233-40. Disponível em:

https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1147690.

19. Carvalho TS, Luz RA. Acidentes biológicos com profissionais da área da saúde no Brasil: uma revisão da literatura. Arq Med

Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo. 2018;63(1):31-6. doi: 10.26432/1809-3019.2018.63.1.31.

20. Albuquerque RN de, Borges M da S, Monteiro PS. Perfil epidemiológico do suicídio entre estudantes de enfermagem. Revista

Enfermagem UERJ, [S. l.]. 2020;27:e45607. doi: 10.12957/reuerj.2019.45607.

21. Sarabia-Cobo CM, Alconero-Camarero AR, IBánez-Rementería I. Assessment of a learning intervention in palliative care based

on clinical simulations for nursing students. Nurse Educ Today. 2016;26:219-24. doi: 10.1016/j.nedt.2016.08.014.

22. Costa B de OC, Ferreira C de A, Peters ÂA, Prado RT. Importância da simulação realística na evolução de acadêmicos de

enfermagem na urgência e emergência: revisão sistemática. REASE. 2023;9(3):1925-44. doi: 10.51891/rease.v9i3.9029.

23. Abelsson A, Gustafsson M, Petersèn C, Knutsson S. Physical stress triggers in simulated emergency care situations. Nurs Open.

2021; 8(1):156-62. doi: 10.1002/nop2.614.

Avaliação do estresse de estudantes de enfermagem em simulação de síndrome coranaria aguda

Publicado

2026-02-12

Como Citar

Rodrigues, M. C., Silveira, G. D. M., Bortolato-Major, C., Martins, M. A., Martins, E. A. P., & Moreira, A. C. M. G. (2026). Avaliação do estresse de estudantes de enfermagem em simulação de síndrome coronariana aguda. Advances in Nursing and Health, 8(1), 1–10. https://doi.org/10.5433/anh.2026v8.id51230

Dados de financiamento