Avaliação do estresse de estudantes de enfermagem em simulação de síndrome coronariana aguda
DOI:
https://doi.org/10.5433/anh.2026v8.id51230Palavras-chave:
Simulação de paciente, Estudantes de enfermagem, Estresse psicológicoResumo
Objetivo: Avaliar o estresse em estudantes de enfermagem em simulação de síndrome coronariana aguda. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo transversal. A amostra foi composta por 33 estudantes, sendo eles separados em 15 duplas e um trio. Como critério de inclusão, tem-se: estar regularmente matriculado no quarto ano do curso de enfermagem, estar vinculado à disciplina de Práticas Clínicas em Alta Complexidade e não possuir graduação prévia na área da saúde. Foram descontinuados das análises aqueles que, por qualquer motivo, tenham faltado a uma ou mais etapas prévias à simulação, como as aulas teóricas referentes ao tema. A coleta de dados foi realizada por meio do questionário deKezkak. Resultados: Pode-se observar que, em relação aos itens que mais elevaram o nível de estresse dos estudantes, destacaram-se: confundir a medicação, causar dano físico ao doente/paciente, fazer mal meu trabalho e prejudicar o doente/paciente, picar-se com uma agulha infectada e sentir que não posso ajudar o doente. Os itens que causaram menos estresse foram: falar com doente do seu sofrimento, a relação com os colegas estudantes de enfermagem, não saber como terminar o diálogo com o doente/paciente, envolver-me emocionalmente com o doente/paciente e que o doente/paciente não me respeite. Conclusão: O ensino baseado em simulação prepara o aluno para o contexto clínico real. O estresse está inserido como forma de habilitar o estudante e fazer com que ele realize suas funções com efetividade.
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