Saúde Mental Como Compromisso Coletivo: Humanização, Prevenção e Mudança de Olhares
DOI:
https://doi.org/10.5433/anh.2026v8.id54625Palavras-chave:
Saúde Mental, Humanização, Prevenção, Promoção da Saúde;Resumo
Resumo
O editorial discute a saúde mental como compromisso coletivo, ético e político no contexto contemporâneo, marcado por transformações sociais, intensificação do trabalho, desigualdades estruturais e crises sanitárias. Defende uma concepção ampliada de saúde mental, que ultrapassa a centralidade dos transtornos psiquiátricos e reconhece o sofrimento psíquico como parte da experiência humana, influenciado por determinantes sociais, culturais e econômicos. Destaca o papel estratégico dos profissionais de saúde na sustentação de práticas baseadas na escuta qualificada, no vínculo e na corresponsabilização, reafirmando a dignidade e a singularidade das pessoas atendidas. O texto problematiza o estigma como barreira persistente ao cuidado, ressaltando a necessidade de superação de práticas reducionistas e excludentes. Enfatiza a humanização como prática concreta e cotidiana, bem como a importância do fortalecimento das potencialidades individuais e das redes de apoio na promoção da autonomia e do protagonismo. A perspectiva da prevenção e da promoção da saúde mental é apresentada como eixo estruturante, com ênfase em intervenções precoces e comunitárias, especialmente na Atenção Primária, nos ambientes educacionais e nos espaços de trabalho. Por fim, ressalta-se a indispensabilidade do cuidado à saúde mental dos próprios profissionais, reconhecendo a sobrecarga emocional e as condições laborais adversas. Conclui-se com um chamado à revisão de práticas e ao compromisso coletivo com um cuidado ético, humanizado e não estigmatizante.
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Referências
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