Encenação, jogo e profanação em poemas de Antônio Carlos de Brito

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/1678-2054.2012v23p58

Palavras-chave:

Antônio Carlos de Brito, Encenação, Jogo, Profanação

Resumo

Este artigo propõe uma leitura de alguns poemas de Antônio Carlos de Brito, publicados no livro 26 poetas hoje. Desse modo, procura-se visualizar seus textos sob o signo da marginalidade, sem, entretanto, enquadrá-los em uma pretensa homogeneidade estética da chamada Poesia Marginal. Para tanto, utiliza-se dos conceitos de “encenação”, “jogo” e “profanação” para se analisar os procedimentos de deslocamentos discursivos presentes nos poemas como forma de se questionar mecanismos ideológicos de poder presentes no contexto sócio-histórico de produção.

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Biografia do Autor

Jonatas Aparecido Guimarães, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Mestrando em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Referências

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Publicado

30-09-2012

Como Citar

GUIMARÃES, J. A. Encenação, jogo e profanação em poemas de Antônio Carlos de Brito. Terra Roxa e Outras Terras: Revista de Estudos Literários, [S. l.], v. 23, p. 58–66, 2012. DOI: 10.5433/1678-2054.2012v23p58. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/terraroxa/article/view/25031. Acesso em: 12 jun. 2024.

Edição

Seção

Artigos