Instituições e Crise Ambiental: Contribuições da Sociologia Ambiental

Autores

Palavras-chave:

Instituições, Crise ambiental, Sociologia ambiental

Resumo

Desde os anos 1970 a sociologia ambiental vem procurando relacionar as causas da degradação e da crise ambiental com a estrutura institucional vigente nas sociedades ocidentais. Neste artigo, as vertentes norte-americanas e da modernização reflexiva da sociologia ambiental são analisadas para responder duas questões específicas: qual o papel das instituições na crise ambiental previsto na sociologia ambiental e quais os principais limites destas interpretações institucionais e suas repercussões para pensar a transformação das instituições relacionadas à crise ambiental. Apesar das relativas diferenças na identificação das instituições responsáveis pela crise ambiental (cultura de consumo, economia, Estado, ciência e tecnologia) e na crença de reversão dessa crise, quase todas as vertentes tendem a dar pouca atenção às relações de poder entre os sistemas político e econômico e à desigualdade social decorrente dessas relações.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Benilson Borinelli, Universidade Estadual de Londrina

Doutor em Ciências Sociais pela Unicamp. Professor do Departamento de Administração da UEL.

Referências

ACSELRAD, H. Justiça ambiental: ação coletiva e estratégias argumentativas. In: ACSELRAD, H.; HERCULANO, S.; PÁDUA, J. A. (Org.). Justiça Ambiental e Cidadania. Rio de Janeiro: Relume Dumaré; Fundação Ford, 2004.

BECK, U. Teoria da Modernização Reflexiva. In. GIDDENS, A, BECK, U., LASCH, S. Modernização Reflexiva: política, tradição e estética na ordem social moderna. São Paulo: UNESP, 1997.

BECK, U. Risk Society: Towards a new modernity. Londres: Sage Publications, 1992.

BENTON, T. Biology and social theory in the environmental debate. In. REDCLIFT, M. & BENTON, T. Social Theory and the Global Environment. London: Routledge, 1994.

BUTTEL, F. H. Sociologia ambiental, Qualidade Ambiental, e Qualidade de Vida: Algumas observações Teóricas. In. QUALIDADE de Vida e Riscos Ambientais. Selene C. Herculano, Marcelo Firpo de Souza Porto, Carlos Machado de Freitas (orgs). Niterói: EdUFF, 2000.

______. A sociologia e o meio ambiente: um caminho tortuoso rumo à ecologia humana. Perspectivas – Revista de Ciências Sociais. São Paulo, Unesp, v. 15, 1992, p. 69-94.

______. Social Institutions and Environmental Change. In REDCLIFT, M. & WOODGATE, G. (orgs.). The International Handbook of Environmental Sociology. UK: Edward Elgar, 1997.

DUNLAP, R. E. The evolution of environmental sociology: a brief history and assessment of the American experience. In. REDCLIFT, M. & WOODGATE, G. (orgs.). The International Handbook of Environmental Sociology. UK: Edward Elgar, 1997.

DALY, H. (org.) Medio ambiente y desarrollo sostenible. Trotta Ed., Madrid, 1997.

DRYZEK, J. Ecology e Discursive Democracy: beyond liberal capitalism and the administrative state. Capitalism, Nature Socialism, v. 3/2, n.10, 1992, p. 18-42

GIDDENS, A . As Consequências da Modernidade. São Paulo: Ed Unesp, 1991.

GOLDBLATT, D. Social Theory and the Environment. London: Polity Press, 1996.

GUIVANT, J. S. A teoria da sociedade de risco de Ulrich Beck: entre o diagnóstico e a profecia. Estudos Sociedade e Agricultura, n. 16, abr. 2001, p. 95-112.

HANNIGAN, J. Environmental Sociology London: Routledge, 1997.

HAY, C. Environmental security and state legitimacy. Capitalism, Nature, Socialism, vol. 5 (1), mar. 1994, p. 83-97.

LASCH, S. Sistemas especialistas ou interpretação situada? Cultura e instituições no capitalismo desorganizado. In. GIDDENS, A, BECK, U., LASCH, S. Modernização Reflexiva: política, tradição e estética na ordem social moderna. São Paulo: UNESP, 1997.

LEROY, P.; BLOWERS, A. Political Modernization, Environmental Policy and Political Inequality, mimeo,1998.

LIMA G. F. C.; PORTILHO, F. Sociologia Ambiental: formação, dilemas e perspectivas. Revista Teoria & Sociedade. UFMG. Belo Horizonte, n.7, jun. 2001, p. 241-276.

MARTÍNEZ ALIER, J. Da Economia Ecológica ao Ecologismo Popular. Blumenau, SC: Ed. FURB, 1998.

MOL, A. P. J. Ecological Modernization industrial transformations and environmental reform. In. REDCLIFT, M. & WOODGATE, G. (orgs.). The International Handbook of Environmental Sociology. Edward Elgar: UK, 1997.

_______. A Globalização e a Mudança dos Modelos de Controle e Poluição Industrial: A teoria da modernização ecológica. In. QUALIDADE de Vida e Riscos Ambientais. Selene C. Herculano, Marcelo Firpo de Souza Porto, Carlos Machado de Freitas (orgs). Niterói: EdUFF, 2000.

______; SONNENFELD, D. (Eds.) Ecological Modernization Around the World: Perspectives and Critical Debates. London: Frank Cass Publishers, 2000.

______; SPAARGAREN, G. Ecological Modernization Theory in debate: a review. Environmental Politics, 9(1), 2000, p.17-49.

O’DONNELL, G. Uma outra institucionalização. São Paulo, Lua Nova, n 37, 1996, p. 5-32.

SANTOS, B.S. Pela Mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 1995.

TOMMASINO, H.; FOLADORI, G. Certezas sobre la crisis ambiental. Ambiente & Sociedade, ano 4, n. 8, 1º sem. 2001, p. 49-68.

Downloads

Publicado

29-06-2007

Como Citar

BORINELLI, Benilson. Instituições e Crise Ambiental: Contribuições da Sociologia Ambiental. Serviço Social em Revista, [S. l.], v. 9, n. 2, 2007. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/ssrevista/article/view/54898. Acesso em: 6 abr. 2026.

Edição

Seção

Artigos