As Políticas Públicas e as Comunidades Terapêuticas nos Atendimentos à Dependência Química

Autores

Palavras-chave:

Dependência química, Políticas públicas, Comunidades terapêuticas

Resumo

O trabalho exercido pelas comunidades terapêuticas (CTs), prestadoras de serviços na área da dependência química, junto àqueles que desejam e/ou necessitam de tratamento, carece de uma melhor compreensão a partir das significativas mudanças ocorridas, do ponto de vista legal e nas políticas públicas de Saúde e de Assistência Social, determinando-lhes novas diretrizes e parâmetros de atuação. Este texto é resultado de uma reflexão sobre o trabalho desenvolvido pelas comunidades terapêuticas que atuam na dimensão do tratamento, recuperação e reinserção social, tendo como premissa o internamento e a abstinência total do uso de SPAs. O objetivo é discutir a interface das políticas públicas com as comunidades terapêuticas no atendimento aos usuários de substâncias psicoativas, focando as respectivas competências de cada instância. Busca resgatar que o Conselho Municipal Antidrogas1 (COMAD) é espaço privilegiado para a articulação entre as políticas públicas envolvidas neste atendimento e para a definição e o direcionamento da política municipal sobre drogas, decidindo, inclusive, a destinação dos recursos financeiros advindos do Fundo Municipal Antidroga (FUMAD).

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Biografia do Autor

Selma Frossard Costa, Universidade Estadual de Londrina

Professora do Departamento de Serviço Social da UEL, autora do livro “Planejamento Estratégico: instrumento de Gestão em Organização do terceiro Setor”.

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Publicado

12-06-2009

Como Citar

COSTA, Selma Frossard. As Políticas Públicas e as Comunidades Terapêuticas nos Atendimentos à Dependência Química. Serviço Social em Revista, [S. l.], v. 11, n. 2, 2009. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/ssrevista/article/view/54774. Acesso em: 20 mar. 2026.

Edição

Seção

Artigos