Como adiar o fim do mundo? Extrema direita, desindustrialização nociva e crise ambiental
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0383.2024v45n1p39Palabras clave:
Extrema-direita, Desindustrialização nociva, Crise ambiental, MemóriaResumen
O artigo, em caráter de ensaio, se propõe a problematizar a tragédia contemporânea e a catástrofe a partir de uma reflexão sobre a história do tempo presente. A análise pensa o político, no caso a ascensão de governos de extrema direita ao redor do globo, com exemplo recente no Brasil republicano, em relação aos processos de transformação do mundo do trabalho. Discute a (des)industrialização nociva e, principalmente, o problema ambiental e a crise climática que atinge uma proporção até mais aterrorizante por ter sido impulsionada pelo discurso negacionista dos próprios governantes de extrema direita. Nossa hipótese é a de que há uma intrínseca relação entre crescimento de ideologias de extrema direita com as novas configurações do mercado e uma leitura do mundo trágica que parece já contar com a irreversibilidade do fim do mundo diante da emergência climática. Conseguiremos "adiar o fim do mundo", para parafrasear o filósofo indígena Aílton Krenak (2019)?
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