As representações sociais sobre a agroecologia nos movimentos universitários do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0383.2022v43n1p5

Palavras-chave:

Juventude rural, Encontros nacionais dos grupos de agroecologia, Rede de grupos de agroecologia do Brasil

Resumo

Objetiva-se com este trabalho analisar as representações sociais no ciberespaço da Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil (REGA Brasil), considerando as informações sobre os movimentos de agroecologia brasileira entre jovens acadêmicos, a partir da Teoria das Representações Sociais e da articulação de redes e/ou grupos de agroecologia nas universidades. Para tanto, realizou-se análise netnográfica no site da Rede, análise de conteúdo das cartas agroecológicas redigidas nos encontros nacionais dos grupos de agroecologia (ENGAs) e uma breve discussão das campanhas de comunicação digital. Do ponto de vista representativo, apresentam-se muitos significados ancorados em uma base definida entre o sujeito (agroecologia) e o objeto (juventude). Observaram-se indícios representativos fundamentados na agricultura familiar, trabalho coletivo, gênero, universidades, ações extensionistas e recursos midiáticos. Os resultados demonstraram que para a juventude o uso das representações sociais é importante, sendo uma formação alternativa em favor da sustentabilidade, cooptando grupos universitários de agroecologia e outros setores sociais a aderirem à causa.

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Biografia do Autor

Douglas Vianna Bahiense, Universidade Estadual Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF

Mestrado em Produção Vegetal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)

Lara Brunelle Almeida Freitas, Universidade Estadual do Oeste do Paraná -Unioeste

Doutoranda em Desenvolvimento Regional e Agronegócio pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)

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Publicado

17.07.2022

Como Citar

BAHIENSE, D. V.; ALMEIDA FREITAS, L. B. As representações sociais sobre a agroecologia nos movimentos universitários do Brasil. Semina: Ciências Sociais e Humanas, [S. l.], v. 43, n. 1, p. 5–22, 2022. DOI: 10.5433/1679-0383.2022v43n1p5. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/view/44352. Acesso em: 18 maio. 2024.

Edição

Seção

Artigos Seção Livre