A política dos ciborgs no México e na América Latina

Autores

  • Mary Elizabeth Ginway University of Florida

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0383.2013v34n2p161

Palavras-chave:

Cyborgs, Ficção científica, Política neolibera.

Resumo

Este artigo enfoca o corpo cyborg na ficção científica mexicana, contrastando-o com as representações em outros países da América Latina. A partir dos anos 1990, autores de ficção científica mexicana escrevem estórias sobre implantes e neo-cyborgs, antecipando em quase uma década o retrato de “cybraceros” de Alex Rivera em seu filme Sleep Dealer (2008). Os cyborgs provocadores do México são distintos daqueles do Cone Sul: eles se relacionam mais frequentemente à tortura e a outras questões políticas não resolvidas do período de redemocratização, enquanto os do Brasil estão relacionados a questões sobre raça e urbanização. Enquanto no México e no Brasil o cyborg é frequentemente usado como crítica às políticas neoliberais e à privatização de empresas públicas, a insistência na personificação do cyborg no México é frequentemente amarrada a questões sobre trabalho e fronteira, problematizando a ideia da mestiçagem-cyborg e da hibridação. Heriberto Yepez questiona conceitos de hibridação que desmerecem o sentido inerente de diferença e luta por meio de um discurso de conciliação. A figura do cyborg mexicano que insiste na importância do tempo de vida de seu corpo, novamente demonstra sua resistência a noções fáceis de hibridação política e cibernética.

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Biografia do Autor

Mary Elizabeth Ginway, University of Florida

Doutora em espanho e ingles. Professora na Universidade da Flórida.

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Publicado

14.12.2013

Como Citar

GINWAY, M. E. A política dos ciborgs no México e na América Latina. Semina: Ciências Sociais e Humanas, [S. l.], v. 34, n. 2, p. 161–172, 2013. DOI: 10.5433/1679-0383.2013v34n2p161. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/view/17647. Acesso em: 15 abr. 2024.

Edição

Seção

Dossiê