Alelopatia de Conyza bonariensis na germinação e desenvolvimento inicial de melão e pepino
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2025v46n6p1857Palavras-chave:
Buva, Cucumis melo, Cucumis sativus, Extrato aquoso, Planta daninha.Resumo
O meloeiro e pepineiro são sensíveis aos efeitos alelopáticos providos por certas plantas daninhas, podendo reduzir ou mesmo estimular a germinação, desenvolvimento e produtividade. Considerando a relevância da produção dessas culturas e suas relações de competição com plantas daninhas quando cultivadas em campo, o melão e o pepino demandam cuidados especiais, desde a germinação até a colheita, principalmente por sua fragilidade à competição. Objetivou-se identificar eventual interferência do extrato aquoso de folhas de buva (Conyza bonariensis), na germinação de sementes e no desenvolvimento de plântulas de melão e pepino em laboratório e casa de vegetação. Foram avaliados % de plantas com anomalias, % de sementes germinadas e caracteres biométricos como comprimento de raiz e parte aérea, massa seca das plântulas e comprimento de hipocótilo, sob diferentes concentrações do extrato (1:05, 1:10, 1:15 e 1:20). Os resultados indicaram que o extrato de buva aumentou a porcentagem de germinação e o crescimento do sistema radicular e aéreo das plantas de melão em ambos os ambientes. Os resultados evidenciam que tanto o ambiente (laboratório e casa de vegetação), quanto a espécie influenciaram a resposta ao extrato aquoso. O extrato de buva teve um efeito variável: em alguns casos, estimulou a germinação e reduziu o crescimento das plântulas, enquanto em outros reduziu a germinação e estimulou o crescimento. Essa variação se deve ao efeito do ambiente ou do genótipo ou da interação entre ambos. Além disso, a concentração do extrato também foi importante, pois concentrações menores estimularam, enquanto concentrações maiores inibiram o desenvolvimento das plântulas de melão e pepino.
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