Interação genótipo x ano para tempo de cozimento e sua correlação com a massa e percentagem de embebição em soja tipo alimento

Autores

  • Beatriz Meneguce Universidade Estadual de Londrina
  • Ricardo Tadeu de Faria Universidade Estadual de Londrina
  • Deonisio Destro Universidade Estadual de Londrina
  • Nelson da Silva Fonseca Júnior Instituto Agronômico do Paraná
  • Anderson Paranzini Faria Universidade Estadual de Londrina

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2005v26n4p463

Palavras-chave:

Glycine max, Consumo humano, Características tecnológicas, Variabilidade.

Resumo

O Brasil é o segundo produtor mundial de soja (Glycine Max (L.) Merrill), sendo responsável por 26,8% da safra global. A soja possuí 40% de proteína e 20% de óleo. A soja é rica em isoflavonas, as quais atuam na prevenção de doenças crônicas degenerativas. Com o crescente uso da soja na alimentação humana, há necessidade de se estudar como o ambiente influencia nas características tecnológicas do grão. Muitos dos processos tecnológicos de industrialização da soja possuem como ponto inicial a hidratação e posterior cozimento da soja. O objetivo deste trabalho foi selecionar genótipos de soja para o consumo humano, através da determinação do tempo de cozimento e sua correlação com a massa e percentagem de embebição dos grãos, levando-se em consideração genótipo, ano agrícola e sua interação. Foram determinados os seguintes caracteres: massa de cem grãos, percentagem de embebição e tempo de cozimento. O tempo de cozimento foi determinado por meio da Máquina de Mattson adaptada. Foram encontradas diferenças significativas (p < 0,01) para todos os caracteres e para todas as fontes de variação. A interação Genótipo x Ano foi significativa (p < 0,01), indicando que os genótipos reagem diferentemente aos ambientes. Em relação à característica tempo de cozimento, para o Ano 1, os genótipos variaram de 24,59 a 57,07 minutos e no Ano 2 de 24,57 a 82,62 minutos. As linhagens puras mais promissoras para salada, aperitivos e “toffu” foram as LP 1, LP 5, LP 9, LP 12 e LP 18 por terem apresentado menor tempo de cozimento e grãos maiores nos dois anos avaliados. A linhagem pura mais promissora para “natto” e brotos foi a LP 20 por apresentar menor tamanho de grão e menor tempo de cozimento, em ambos os anos.

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Biografia do Autor

Beatriz Meneguce, Universidade Estadual de Londrina

Engenheira Agrônoma, Mestre em Fitotecnia, Dep. de Agronomia, Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Ricardo Tadeu de Faria, Universidade Estadual de Londrina

Prof. Dr. do Depto de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Caixa Postal 6001, CEP 86051-990, Londrina-PR.

Deonisio Destro, Universidade Estadual de Londrina

Prof. Dr. do Depto de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Caixa Postal 6001, CEP 86051-990, Londrina-PR.

Nelson da Silva Fonseca Júnior, Instituto Agronômico do Paraná

Engenheiro Agrônomo, Doutor, Pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR.

Anderson Paranzini Faria, Universidade Estadual de Londrina

Engenheiro Agrônomo, Mestrando em Agronomia, Universidade Estadual de Londrina, Londrina.

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Publicado

2005-06-30

Como Citar

Meneguce, B., Faria, R. T. de, Destro, D., Fonseca Júnior, N. da S., & Faria, A. P. (2005). Interação genótipo x ano para tempo de cozimento e sua correlação com a massa e percentagem de embebição em soja tipo alimento. Semina: Ciências Agrárias, 26(4), 463–476. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2005v26n4p463

Edição

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