O Lobby do Batom e a participação das mulheres no processo constituinte brasileiro de 1988
novos rumos para o constitucionalismo contemporâneo à luz da decolonialidade
DOI:
https://doi.org/10.5433/1980-511X.2025.v20.n3.49685Palavras-chave:
Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes, Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, Constitucionalismo, Desigualdade, GêneroResumo
O presente artigo tem como tema a participação das mulheres no processo constituinte de 1987-1988 e as influências do Lobby do Batom e da Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes para o novo constitucionalismo brasileiro e a abertura para o diálogo decolonial. O objetivo geral do artigo é analisar as reivindicações das mulheres constituintes e as suas influências para o constitucionalismo brasileiro contemporâneo. O problema de pesquisa é: Em que medida o Lobby do Batom e as reivindicações das mulheres constituintes proporcionaram a abertura de um paradigma decolonial no constitucionalismo brasileiro atual? A metodologia empregada foi qualitativa, usando as técnicas de pesquisa bibliográfica e monográfica e o método comparativo. Como principal resultado, compreende-se que as mulheres constituintes proporcionaram debates que transcendem o gênero e abrangem diferenças étnico-raciais, culturais e de classe, reivindicando direitos que levam em consideração a realidade latino-americana e brasileira, o que se aproxima dos estudos decoloniais e reconfigura o constitucionalismo brasileiro contemporâneo.
Downloads
Referências
AMÂNCIO, Kerley Cristina Braz. "Lobby do Batom": uma mobilização por direitos das mulheres. Revista Trilhas da História, Três Lagoas, v. 3, n. 5, p. 72-85, 2013.
BIROLI, Flávia. Gênero e desigualdades: limites da democracia no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018.
CAENEGEM . Raoul van. Uma introdução histórica ao direito privado. Tradução: Carlos Eduardo Lima Machado. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
CARVALHO, Liandra Lima. A influência do “Lobby do Batom” na construção da Constituição Federativa de 1988. Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades, Rio de Janeiro, v. 18, n. 44, 2017.
CNDM - CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA MULHER. Carta das mulheres brasileiras aos constituintes. Brasília, DF: Ministério da Justiça, 1986. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/legislacao/Constituicoes_Brasileiras/constituicao-cidada/a-constituinte-e-as-mulheres/arquivos/Constituinte%201987-1988-Carta%20das%20Mulheres%20aos%20Constituintes.pdf. Acesso em: 6 jul. 2022.
LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 22, n. 3, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ref/a/QtnBjL64Xvssn9F6FHJqnzb/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 24 jan. 2021.
PINTO, Celi Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007.
PITANGUY, Jacqueline. Movimento de mulheres e políticas de gênero no Brasil. Serie Mujer y Desarrollo. Santiago: CEPAL, 2003.
PONTES, Ana Carolina Amaral de. Fontes do Direito e o processo histórico de silenciamento das mulheres: reinvenção do Direito e não subalternização. In: FERRAZ, Carolina Valença (coord.). Manual Jurídico Feminista. Belo Horizonte: Casa do Direito, 2019.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidad y Modernidad/Racionalidad. In: BONILLA, H. (comp.). Los conquistados: 1492 y la población indígena de las Américas. Quito: FLACSO Ediciones Libri Mundi, 1992. p. 437-449.
ROSSI, Amélia Sampaio; FERREIRA, Erika Carvalho. Constitucionalismo e gênero em uma perspectiva decolonial. In.: SILVA, Christine Oliveira Peter et. al. (coord.). Constitucionalismo feminista: Expressão das Políticas Públicas voltadas à igualdade de gênero. Salvador: Juspodivm, 2020. v. 2, p. 169-192.
SCHUMAHER, Schuma. O Lobby do Batom, para dar o nosso tom: a Constituição Federal e os avanços no âmbito da família e da saúde. In: ANAIS DO SEMINÁRIO: 30 ANOS DA CARTA DAS MULHERES AOS CONSTITUINTES, 1., 2018, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: EMERJ, 2018. Disponível em: https://emerj.tjrj.jus.br/files/pages/publicacoes/serie_anais_de_seminarios/2018/serie_anais_de_seminarios_da_emerj_2018_65.pdf. Acesso em: 6 jul. 2022.
SILVA, Christine Oliveira Peter da; GOMIDE, Carolina Freitas. Constitucionalistas Constituintes: uma agenda para o Brasil. In.: SILVA, Christine Oliveira Peter da et al. (coord.). Constitucionalismo Feminista: Expressão das Políticas Públicas voltadas à igualdade de gênero. Salvador: Juspodvim, 2020. v. 2.
TERRA, Bibiana. A Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes: o movimento feminista e a participação das mulheres no processo constituinte de 1987-1988. São Paulo: Dialética, 2022.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Marli Marlene Moraes da Costa, Nariel Diotto

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os autores cedem à Revista do Direito Público, direitos exclusivos de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional. Esta licença permite que terceiros façam download e compartilhem os trabalhos em qualquer meio ou formato, desde que atribuam o devido crédito de autoria, mas sem que possam alterá-los de nenhuma forma ou utilizá-los para fins comerciais. Se você remixar, transformar ou desenvolver o material, não poderá distribuir o material modificado.





