Bordado e Psicanálise: um estudo de caso sobre a arte como dispositivo clínico
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0383.2026.v47.55573Palavras-chave:
Psicanálise, Dispositivo, Arte, Bordado, Objetos MediadoresResumo
A relação entre a arte e a psicanálise estabelece uma dimensão teórica, prática e epistemológica fundamental. Nesse sentido, propomos, neste estudo, uma reflexão crítica acerca das possibilidades clínicas do bordado manual livre enquanto um objeto mediador na escuta psicanalítica. Para fundamentar essa articulação, adotamos a concepção da marca do caso como orientação metodológica e organizamos o percurso teórico-clínico em três subtópicos. Inicialmente, discutimos as profundas relações entre a arte, a sublimação e o uso de objetos mediadores na clínica psicanalítica a partir de um diálogo com conceitos clássicos e estudos atuais. Em seguida, apresentamos experiências e intervenções que utilizam o bordado em diferentes contextos. Por fim, analisamos um caso no qual o bordado foi empregado como dispositivo clínico em um processo analítico. Consideramos, por último, que o ato de bordar, assim como outros objetos mediadores artísticos e culturais, pode favorecer processos de narratividade e simbolização primária, operando como uma borda estética e contorno que possibilita importantes deslocamentos subjetivos diante da angústia.
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