Estudo soroepidemiológico da maedi-visna em ovinos nos estados do Ceará, Rio Grande do
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Palavras-chave

Enfermidade
Ovinos
Maedi-visna
Lentivirus
Sorologia.

Como Citar

Alves, S. M., Teixeira, M. F. da S., Pinheiro, R. R., Alves, F. S. F., Lima, A. M. C., Farias, D. A. de, … Aguiar, T. D. A. de F. (2018). Estudo soroepidemiológico da maedi-visna em ovinos nos estados do Ceará, Rio Grande do. Semina: Ciências Agrárias, 39(5), 2017–2028. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2018v39n5p2017

Resumo

O desempenho produtivo de um rebanho pode ser comprometido por diversas enfermidades. Em relação aos ovinos, à ocorrência da Maedi - Visna (MV) doença infecciosa, de caráter crônico, causada por um vírus (Maedi-Visna Vírus - MVV) pertencente ao gênero Lentivirus da família Retroviridae. A infecção pode causar importantes perdas econômicas e elevados impactos sanitários nos sistemas de produção da ovinocultura. Em virtude da importância desta enfermidade nos rebanhos ovinos, o objetivo do estudo foi realizar um levantamento soroepidemiológico do vírus da Maedi - Visna (MVV) nos estados do Ceará (CE), Rio Grande do Norte (RN), Paraíba (PB) e Sergipe (SE). Para tanto, foram coletadas 3332 amostras de sangue nos quatro estados, sendo 1011 do CE, 931 do RN, 459 da PB e 931 de SE, sendo este número de amostras proporcional ao rebanho efetivo de cada estado. As amostras foram analisadas utilizando o teste de microimunodifusão em gel de ágar (IDGA). Os reprodutores foram reavaliados pela técnica de Western Blot (WB). Associado a esse levantamento sorológico foi aplicado um questionário epidemiológico para identificar possíveis fatores de risco que podem facilitar a introdução e disseminação de enfermidades (localização, categoria, sexo, tipo racial, sistema de criação, produção, tamanho de rebanho e associação com caprinos). Após análise dos soros pelo teste de IDGA foi verificada uma soroprevalência nula nos rebanhos estudados. Os reprodutores reavaliados pelo WB apresentaram uma prevalência geral de 5,5% da MV nos quatro estados estudados, sendo que os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Sergipe apresentaram, 2,3% (2/88), 10,4% (8/77), 3,6% (1/28) e 4,7% (2/42) respectivamente, correspondendo a 13 reprodutores que apresentaram presença de anticorpos. Diante desses resultados, ressalta-se que a escolha dos testes diagnósticos é de extrema importância para que haja uma detecção precoce de animais soropositivos, e assim evitar a disseminação do vírus nos rebanhos da região.
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2018v39n5p2017
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