Transformações recentes nos sistemas agrários na microrregião de Toledo/PR e no território Norte Pioneiro Paranaense
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Palavras-chave

Agricultura familiar
Culturas alimentares
Demografia rural
Estrutura agrária
Soja.

Como Citar

Soares Júnior, D., Pedelahore, P., Ralisch, R., & Cialdella, N. (2017). Transformações recentes nos sistemas agrários na microrregião de Toledo/PR e no território Norte Pioneiro Paranaense. Semina: Ciências Agrárias, 38(2), 699–714. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2017v38n2p699

Resumo

Durante o período de 1950 a 2000, o modelo de desenvolvimento agrícola pautado no conceito da revolução verde e voltado sobretudo para a produção de commodities permitiu um aumento significativo na produção agrícola global. A partir dos anos 70, este modelo foi consolidado no Brasil e em outros países como resultado da combinação de políticas e estratégias dos Estados e dos grandes grupos privados. A vigência desse modelo tem suscitado dúvidas sobre as suas consequências ambientais e socioeconômicas, particularmente quando adotado em sistemas de agricultura familiar. O trabalho tem por objetivo contribuir no debate desse tema identificando as mudanças e resistências nas estruturas agrárias, nos sistemas agrícolas e em aspectos demográficos relacionados com a difusão desse modelo e sua adoção pelos agricultores. O estudo foi realizado no estado do Paraná, na Microrregião de Toledo e no Território Norte Pioneiro, áreas que representam a história e a diversidade paranaense em seus aspectos de desenvolvimento socioeconômico, humano e técnico. Baseou-se na análise de dados estatísticos de censos agropecuários (1970, 1975, 1980, 1985, 1996 e 2006), censos demográficos (1970, 1980, 1991, 2000 e 2010) e nos dados de produção agrícola municipal (1980-2012). Os dados foram comparados entre as duas áreas e analisados em alinhamento com as mudanças observadas no estado. Observa-se uma diminuição do número de estabelecimentos agropecuários e da população rural, com a redução, sobretudo, do número de jovens e de mulheres. Os resultados mostram ainda uma grande redução no número de estabelecimentos entre 20 a 50 ha e o crescimento do número de estabelecimentos de até 2 ha, consequências das mudanças no padrão tecnológico observadas no período e de atribuições oferecidas em período mais recente às zonas rurais, incorporadas como espaço de moradia e lazer. Observa-se ainda a expansão do cultivo de soja em ambas as regiões, porém com modalidades diferenciadas de inserção nos sistemas agrícolas e, finalmente, a permanência dos sistemas de agricultura familiar, apesar das intensas alterações observadas no período.
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2017v38n2p699
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