Arteriografia do pavilhão auricular bovino
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Palavras-chave

Bovinos
Diagnóstico
Orelha
Terapêutica
Vasos sanguíneos.

Como Citar

Silva, L. A. F. da, Gomes, D. F. C., Borges, N. C., Cardoso, J. R., Rabelo, R. E., Mendes, L. A., … Qualhato, G. (2017). Arteriografia do pavilhão auricular bovino. Semina: Ciências Agrárias, 38(5), 3039–3048. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2017v38n5p3039

Resumo

Apesar de já ter sido considerado que o pavilhão auricular bovino apresenta grandes vasos superficiais, as descrições da vascularização desse local, que tem sido utilizado como via alternativa de administração de medicamentos no campo, são escassas. Nesse sentido, a arteriografia e a dissecação da região da concha auricular em peça anatômica demostraram a existência de uma vasta rede vascular local, de modo que, se considerado, esse conhecimento é capaz de minimizar possíveis intercorrências oriundas do uso inadequado da região para procedimentos terapêuticos e anestésicos. Este estudo objetivou padronizar e descrever a arteriografia do pavilhão auricular em bovinos, como base para ampliação dos conhecimentos acerca da vasculatura local. Para tanto, foram utilizados cinco bovinos machos, três mestiços (Holandês x Gir) e dois da raça Gir, com aproximadamente um ano de idade, peso médio de aproximadamente 200 kg e sem alterações na aurícula. Destes, dois foram submetidos à padronização dos procedimentos para confecção das arteriografias, dois à execução efetiva do exame e um bovino, oriundo de exame necroscópico, foi submetido à dissecção da região em questão. As imagens do exame arteriográfico e a documentação fotográfica da dissecação anatômica da concha auricular foram confrontadas e descritas as relações anatômicas. Através da radiografia contrastada, foi possível observar os ramos auriculares lateral, intermédio lateral, intermédio, intermédio medial, bem como o ramo auricular medial. Entretanto, a dissecação da área do músculo cérvicoauricular superficial, entre a base do pavilhão auricular e a base do processo cornual, indicou pequena vascularização subcutânea desta região em contraposição com a rica vascularização junto ao pavilhão auricular. A arteriografia do pavilhão auricular identificou uma malha vascular complexa que, em termos de aplicação prática, tornaria o local desfavorável à administração de fármacos que visam lenta absorção. Por outro lado, a dissecação da região adjacente, do músculo cérvicoauricular superficial, demostrou a existência de pequena vascularização subcutânea, conferindo ao local características favoráveis à administração de substâncias de ação prolongada.
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2017v38n5p3039
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