Avaliação de diferentes vias de transmissão de Cystoisospora suis em uma granja utilizando toltrazuril profilático
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2022v43n4p1695Palavras-chave:
Anticoccidiano, Coccidiose, Porco.Resumo
A coccidiose é uma doença entérica, causada por protozoários, destacando o Cystoisospora suis que pode levar a grandes perdas na produção. Sua transmissão ocorre por diferentes rotas, afetando principalmente leitões nas primeiras semanas de vida e cursando normalmente com quadros de diarreia não responsivos à antibioticoterapia. O objetivo do trabalho foi avaliar, em duas estações do ano, a ocorrência de C. suis em leitões e matrizes, as vias de transmissão e fonte de infecção e a influência do uso preventivo do toltrazuril sobre estes parâmetros epidemiológicos, Dois experimentos foram realizados, sendo o primeiro no inverno; sob efeito do uso profilático do toltrazuril; e o segundo no verão, seis meses após a suspensão do uso profilático do toltrazuril. O estudo incluiu 36 porcas (18 controles, 18 tratadas com toltrazuril). As seguintes amostras foram coletadas: fezes das porcas, água dos bebedouros individuais de cada gaiola, suabes retais de cada leitegada, resíduos orgânicos presentes no calçado dos tratadores, suabes ambientais pré e pós alojamento, insetos presentes nas salas analisadas e fezes acumuladas nas gaiolas da maternidade. As amostras foram submetidas a exames coproparasitológicos e PCR. A presença de oocistos de C. suis foi detectada nas seguintes amostras: fezes das porcas (2,84%) dos grupos controle do inverno e verão, água dos bebedouros (7,60%) dos grupos tratado do inverno e verão e do grupo controle do verão, suabes retais das leitegadas (9,03%) nos grupos controle e tratado no inverno, fezes coletadas do ambiente (20,22%) de todos os grupos. As outras amostras foram negativas para a presença do parasita. Não houve diferença entre o grupo controle e tratado e não foram observadas amostras positivas no verão. A possível via de transmissão do agente no presente trabalho foi a água dos bebedouros. A terapia preventiva com toltrazuril em granjas com baixa pressão de infecção não é necessária para o controle de C. suis.Métricas
Referências
Calderaro, F. F., Baccaro, M. R., Moreno, A. M., Ferreira, A. J. P., Jerez, A. J., & Pena, H. J. F. (2001) Frequência de agentes causadores de enterites em leitões lactentes provenientes de sistemas de produção de suínos do estado de São Paulo. Arquivo do Instituto Biológico, 68(1), 29-34.
D’Alencar, A. S., Faustina, M. A. G., Sousa, D. P., Lima, M. M., & Alves, L. C. (2006). Infecção por helmintos e coccídios em criação de suínos de sistema confinado localizado no município de Camaragibe-PE. Ciência Veterinária nos Trópicos, 9(2/3), 79-86.
León, J. C. P., & Borges, N. S. (2018). Aspectos de la dinámica de infección de Cystoisospora suis en lechones lactantes de una granja piloto del estado Carabobo, Venezuela. Revista Científica, 28(1), 42-51.
Linhares, G. F. C., Sobestiansky, J., Linhares, D., Barcellos, D., Moreno, A. M., & Matos, M. P. C. (2012). Doenças dos Suínos. Cânone Editorial.
Lippke, R. T., Borowski, S. M., Marques, S. M. T., Paesi, S. O., Almeida, L. L., Moreno, A. M., Corbellini, L. G., & Barcellos, D. E. S. N. (2011). Matched case-control study evaluating the frequency of the main agents associated with neonatal diarrhea in piglets. Pesquisa Veterinária Brasileira, 31(6), 505-510. doi: 10.1590/S0100-736X2011000600008
Maes, D., Vyt, P., Rabaes, P., & Gevaert, D. (2007). Effects of toltrazuril on the growth of piglets in herds without clinical isosporosis. The Veterinary Journal, 173(1), 197-199. doi: 10.1016/j.tvjl.2005.07.002
Meyer, C., Joachim, A., & Daugschies, A. (1999). Ocurrence of Isospora suis in larger piglet production units and on specialized piglet rearing farms. Veterinary Parasitology, 82(4), 277-284. doi: 10.1016/S0304-40 17(99)00027-8
Mundt, H. C., Cohnen, A., Daugschies, A., Joachim, A., Prosl, H., Schmäschke, R., & Westphal, B. (2005). Ocurrence of Isospora suis in Germany, Switzerland and Austria. Journal of Veterinary Medicine. B, Infectious Diseases and Veterinary Public Health, 52(2), 93-97. doi: 10.1111/j.1439-0450.2005.00824.x
Mundt, H. C., Joaquim, A., Becka, M., & Daugschies, A. (2006). Isospora suis: an experimental model for mammalian intestinal coccidiosis. Parasitology Research, 98(2), 167-175. doi: 10.1007/s00436-005-003 0-x
Nishi, S. M., Gennari, S. M., Lisboa, M. N. T. S., Silvestrim, A., Caproni, L., Jr., & Humehara, O. (2000). Parasitas intestinais em suínos confinados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, 67(2), 199-203.
Paiva, D. P. de. (1996). Suinocultura dinâmica - Isosporose suína. (Periódico Técnico-Informativo). EMBRAPA-CNPSA.
Ruiz, V. L. A., Bersano, J. G., Carvalho, A. F., Catroxo, M. H. B., Chiebaod, P., Gregori, F., Miyashiro, S., Nassar, A. F. C., Oliveira, T. M. F. S., Ogata, R. A., Scarcelli, E. P., & Tonietti, P. O. (2016). Case-control study of pathogens involved in piglet diarrhea. BMC Research Notes, 9(22), 1-7. doi: 10.1186/s13104-01 5-1751-2
Samarasinghe, B., Johnson, J., & Ryan, U. (2008). Phylogenetic analysis of Cystoisospora species at the rRNA ITS1 locus and development of a PCR-RFLP assay. Experimental Parasitology, 118(4), 592-595. doi: 10. 1016/j.exppara.2007.10.015
Sartor, A. A., Bellato, V., Souza, A. P. de, & Cantelli, C. R. (2007). Prevalência das espécies de Eimeria Schneider, 1875 e Isospora Schneider, 1881 (Apicomplexa: Eimeriidae) parasitas de suínos do município de Videira, SC, Brasil. Revista de Ciências Agroveterinárias, 6(1), 38-43.
Sistema Meteorológico do Paraná (2019). Dados meteorológicos de Palotina - PR. SIMEPAR.
Sotiraki, S., Roepstorff, A., Nielsen, J. P., Maddox-Hyttel, C., Enoe, C., Boes, J., Murrell, K. D., & Thamsborg, S. M. (2008). Population dynamics and intra-litter transmission patterns of Isospora suis in suckling under on-farm conditions. Parasitology, 135(4), 395-405. doi: 10.1017/S0031182007003952
Spinosa, H. S., Górniak, S. L., & Bernardi, M. M. (2002). Farmacologia aplicada à medicina veterinária. Guanabara-Koogan.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Semina: Ciências Agrárias

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os Direitos Autorais para artigos publicados são de direito da revista. Em virtude da aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua e a credibilidade do veículo. Respeitará, no entanto, o estilo de escrever dos autores.
Alterações, correções ou sugestões de ordem conceitual serão encaminhadas aos autores, quando necessário. Nesses casos, os artigos, depois de adequados, deverão ser submetidos a nova apreciação.
As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.