Eficiência biológica de vacas de cria Charolês de diferentes tamanhos corporais

Autores

  • Gustavo Duarte Farias Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Liliane Cerdótes Instituto Federal Sul-Rio-Grandense
  • Ricardo Zambarda Vaz Universidade Federal de Pelotas
  • João Restle Universidade Federal de Goiás
  • Marcia Ferreira Bitencourt Universidade Federal de Pelotas
  • Dari Celestino Alves Filho Universidade Federal de Santa Maria
  • Ivan Luiz Brondani Universidade Federal de Santa Maria

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2018v39n4p1737

Palavras-chave:

Bovinos de corte, Desmame, Lactação, Produção animal.

Resumo

Este estudo teve como objetivo avaliar a produção, desempenho reprodutivo e eficiência produtiva de vacas de cria com predominância Charolês (Puras e ¾ C, ¼ N) e seus bezerros de acordo com seu tamanho corporal no parto. Foram utilizados sessenta e três pares de vaca:bezerro classificadas em três grupos de pesos: Leves (331,4±5,8 kg), Moderadas (385,9±5,3 kg) e Pesadas (424,3±6,2 kg). As classes foram formadas com meio desvio padrão acima ou abaixo da média geral de peso das vacas ao parto. Para cada par, o peso corporal foi avaliado ao parto, no desmame (63 dias), no início e no final do período reprodutivo e nos bezerros aos nove meses de idade. As taxas de prenhez foram semelhantes (P > 0,05) entre os grupos de peso. Os bezerros não diferiram (P > 0,05) em peso e ganho de peso corporal do parto até os 210 dias. Os bezerros das vacas Pesadas apresentaram maiores variações de peso dos 210 aos 270 dias se comparados às vacas Leves. O índice de produção de bezerro (kg de bezerro/vaca mantida) não diferiu. No entanto, ao relacioná-lo ao peso das vacas aos 210 dias, as vacas Leves forma mais produtivas (P < 0,05), com aumento em 11,28 e 13,02% na produção de bezerro quando comparada às vacas Moderadas e Pesadas, respectivamente. Vacas Leves foram mais eficientes ao parto e aos 210 dias. Através de simulação, verificaram-se mais quilos passíveis de venda no rebanho de vacas Leves (53.085 kg) comparado aos grupos Moderadas e Pesadas (52.310 e 52.870 kg, respectivamente), mantendo as estruturas do rebanho constante. O tamanho da vaca Charolês não influencia o peso do terneiro do parto aos sete meses de idade, nem o desempenho reprodutivo das mesmas, desde que desmamadas precocemente. A necessidade de área para a manutenção do par vaca:bezerro é crescente conforme o aumento do peso das vacas. Nos rebanhos com vacas menores, foi estimado maior número de matrizes e uma maior produção de peso para venda comparado às vacas Moderadas e Pesadas. As vacas Leves foram mais eficientes do parto aos 210 dias.

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Biografia do Autor

Gustavo Duarte Farias, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Discente, Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil.

Liliane Cerdótes, Instituto Federal Sul-Rio-Grandense

Profª, Departamento de Zootecnia, Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, IFSUL, Bagé, RS, Brasil.

Ricardo Zambarda Vaz, Universidade Federal de Pelotas

Prof., Departamento de Zootecnia, Universidade Federal de Pelotas, UFPEL, Pelotas, RS, Brasil.

João Restle, Universidade Federal de Goiás

Prof., Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, Universidade Federal de Goiás, UFG, Goiânia, GO, Brasil.

Marcia Ferreira Bitencourt, Universidade Federal de Pelotas

Discente, Curso de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, Universidade Federal de Pelotas, UFPEL, Pelotas, RS, Brasil.

Dari Celestino Alves Filho, Universidade Federal de Santa Maria

Prof., Departamento de Zootecnia, Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS, Brasil.

Ivan Luiz Brondani, Universidade Federal de Santa Maria

Prof., Departamento de Zootecnia, Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, RS, Brasil.

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Publicado

2018-08-02

Como Citar

Farias, G. D., Cerdótes, L., Vaz, R. Z., Restle, J., Bitencourt, M. F., Alves Filho, D. C., & Brondani, I. L. (2018). Eficiência biológica de vacas de cria Charolês de diferentes tamanhos corporais. Semina: Ciências Agrárias, 39(4), 1737–1748. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2018v39n4p1737

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