Prevalência e Fatores de Risco da Tuberculose Bovina no Estado de Goiás, Brasil

Autores

  • Willian Vilela Rocha Agência Goiana de Defesa Agropecuária
  • Valéria de Sá Jayme Universidade Federal de Goiás
  • Ana Lourdes Arrais de Alencar Mota Universidade de Brasília
  • Wilia Marta Elsner Diederichsen de Brito Universidade Federal de Goiás
  • Glauciane Ribeiro de Castro Pires Agência Goiana de Defesa Agropecuária
  • José Soares Ferreira Neto Universidade de São Paulo
  • José Henrique Hildebrand Grisi-Filho Universidade de São Paulo
  • Ricardo Augusto Dias Universidade de São Paulo
  • Marcos Amaku Universidade de São Paulo
  • Evelise Oliveira Telles Universidade de São Paulo
  • Fernando Ferreira Universidade de São Paulo
  • Marcos Bryan Heinemann Universidade de São Paulo
  • Vítor Salvador Picão Gonçalves Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n5Supl2p3625

Palavras-chave:

Bovinos, Mycobacterium bovis, Prevalência, Fatores de risco, Goiás.

Resumo

Em virtude da tuberculose bovina produzir prejuízos econômicos na pecuária e ter impacto na saúde pública, realizou-se, no Estado de Goiás, um estudo para caracterizar a situação epidemiológica da enfermidade em fêmeas bovinas adultas. O Estado foi estratificado em três circuitos produtores. Em cada circuito foram amostradas aleatoriamente 300 propriedades, onde foi sorteado um número pré-estabelecido de animais que foram submetidos à tuberculinização cervical comparada, totalizando 18.659 animais. Foi aplicado, em cada propriedade, questionário epidemiológico para verificar as práticas sanitárias e de manejo que poderiam estar associadas ao risco de infecção pela doença. No estrato 1, onde predominam propriedades de bovinocultura de corte, não foi detectado nenhum animal reagente ao teste. No estrato 2, que abrange as principais regiões leiteiras do Estado, a prevalência foi de 8,67% [5,73–12,74%] para propriedades e de 0,9% [0,21–1,58%] para animais. No estrato 3, onde existe um equilíbrio entre a produção de leite e corte, estimou-se a prevalência em 1,00% [0,21–2,89] para propriedades e 0,30% [0,10–0,49%] para animais. A prevalência global no Estado de Goiás foi de 3,43% [2,20–4,67%] para propriedades e de 0,30% [0,10–0,49%] para animais. Os fatores de risco associados à condição de foco, na regressão logística múltipla foram: localização da propriedade no estrato 2 (OR = 12,05 [3,52–41,28]), realização de duas ou três ordenhas diárias (OR = 6,27 [2,72–14,44]). A assistência veterinária se apresentou como fator de proteção (OR = 0,38 [0,15-0,94]). Estes resultados permitem concluir que a tuberculose bovina é endêmica no Estado e sua distribuição espacial é heterogênea, com forte concentração nas regiões leiteiras. As propriedades leiteiras mais tecnificadas são as que apresentam risco mais elevado, à semelhança do que outros autores encontraram em diversos estados brasileiros. A informação epidemiológica gerada por este estudo permite adequar as ações de vigilância aos fatores de risco identificados e justifica a adoção de programas de certificação de propriedades livres de tuberculose bovina nas principais bacias leiteiras de Goiás.

Biografia do Autor

Willian Vilela Rocha, Agência Goiana de Defesa Agropecuária

Médico Veterinário, Agência Goiana de Defesa Agropecuária, Goiânia Brasil.

Valéria de Sá Jayme, Universidade Federal de Goiás

Prof., Escola de Veterinária e Zootecnia, Universidade Federal de Goiás, UFG, Goiânia, Brasil.

Ana Lourdes Arrais de Alencar Mota, Universidade de Brasília

Médica Veterinária, Drª em Saúde Anima, Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília, UnB, Brasília, DF, Brasil.

Wilia Marta Elsner Diederichsen de Brito, Universidade Federal de Goiás

Prof., Escola de Veterinária e Zootecnia, Universidade Federal de Goiás, UFG, Goiânia, Brasil.

Glauciane Ribeiro de Castro Pires, Agência Goiana de Defesa Agropecuária

Médica Veterinária, Agência Goiana de Defesa Agropecuária, Goiânia Brasil.

José Soares Ferreira Neto, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

José Henrique Hildebrand Grisi-Filho, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Ricardo Augusto Dias, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Marcos Amaku, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Evelise Oliveira Telles, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Fernando Ferreira, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Marcos Bryan Heinemann, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Vítor Salvador Picão Gonçalves, Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária

Prof., Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, UnB, Brasília, DF, Brasil.

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Publicado

2016-11-09

Como Citar

Rocha, W. V., Jayme, V. de S., Mota, A. L. A. de A., Brito, W. M. E. D. de, Pires, G. R. de C., Ferreira Neto, J. S., … Gonçalves, V. S. P. (2016). Prevalência e Fatores de Risco da Tuberculose Bovina no Estado de Goiás, Brasil. Semina: Ciências Agrárias, 37(5Supl2), 3625–3638. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n5Supl2p3625

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