Prevalência e fatores de risco para brucelose bovina no Estado de Santa Catarina, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n5Supl2p3425Palavras-chave:
Brucelose, Prevalência, Fatores de risco, Sistema de vigilância, Santa Catarina, Brasil.Resumo
Foi realizado um estudo para verificar se Santa Catarina continua com baixas prevalências de brucelose bovina, permitindo ao estado avançar de forma segura no seu projeto de implementação de estratégias de erradicação da doença. O estado foi divido em cinco regiões e em cada uma delas foi amostrado um número preestabelecido de propriedades, aleatoriamente selecionadas. Em cada propriedade foram colhidas amostras de sangue de fêmeas com idade igual ou superior a 24 meses, também selecionadas aleatoriamente. Os soros dos animais foram submetidos a um protocolo de testes em série, com triagem pelo teste com Antígeno Acidificado Tamponado e confirmação pelo 2-Mercaptoetanol. Em cada propriedade foi aplicado um questionário para individualizar os fatores de riscos associados à doença. No estado, a prevalência de focos foi 0,912% [ 0,44 – 1,67] e a de animais 1,21% [0,09 - 4,97], não havendo diferença em relação ao estudo anterior, realizado em 2002. Os fatores de risco associados à condição de foco de brucelose foram: o tamanho do rebanho ? 12 fêmeas (OR = 7,47 [2,14 - 34,34]) e a presença de áreas alagadiças (OR = 5,68 [1,62 - 26,13]). Tendo em vista a baixa prevalência, recomenda-se que estado deve dar seguimento à implementação de estratégias de erradicação, baseadas na estruturação de sistema de vigilância para detecção e saneamento de focos, apoiado por eficiente fundo de indenização para a reposição de animais positivos aos testes sorológicos. Adicionalmente, o estado deveria realizar um grande esforço de educação e de fiscalização, para que os produtores testem os animais de reprodução para brucelose antes de introduzi-los em suas propriedades.Downloads
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