Abstract
Scrapie é uma doença que afeta ovinos e caprinos, sendo definida pelo acúmulo de uma isoforma anormal (PrPSc) da proteína priônica celular (PrPC) no Sistema Nervoso Central (SNC) e em tecidos linfoides. Para as técnicas de eleição do diagnóstico de scrapie, imunohistoquímica (IHQ) e western blotting (WB), podem ser utilizados uma vasta gama de anticorpos monoclonais e policlonais comercialmente disponíveis. O objetivo deste estudo foi testar e comparar a eficácia dos anticorpos monoclonais disponíveis comercialmente, F89/160.1.5, F99/97.6.1 e P4, e os anticorpos policlonais R486 e M52, para a identificação da presença da PrPSc em amostras de tecido linfoide e SNC através da técnica de IHQ. Foram utilizadas nas avaliações de IHQ amostras positivas e negativas de cérebro e tonsila palatina de ovinos, cedidas pelo Animal Health Veterinary Laboratory Agency (AHVLA), Reino Unido. Para WB, foram utilizadas amostras de encéfalo, baço, linfonodo, terceira pálpebra e mucosa retal de ovino. As análises IHQ utilizando anticorpos monoclonais e policlonais em amostras positivas de cérebro confirmaram a deposição da PrPSc em neurônios, caracterizada por marcações de aspecto granular intraneural. Na amostra negativa de cérebro, os anticorpos monoclonais não identificaram marcações positivas, o que foi possível verificar ao utilizar os anticorpos policlonais. Testando a amostra positiva de tonsila palatina com os anticorpos monoclonais e policlonais, identificaram-se marcações positivas e, com a amostra negativa, não se observaram marcações com nenhum dos anticorpos, porém observou-se backgroud nos anticorpos monoclonal P4 e policlonais. Apesar dos anticorpos policlonais possuírem valores mais acessíveis, o presente estudo revelou que a utilização dos anticorpos policlonais é inviável, pois a análise pode gerar um resultado falso positivo.

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