Barreiras informacionais vivenciadas por idosos
análises a partir de docentes aposentados do ensino superior
DOI:
https://doi.org/10.5433/1981-8920.2025v30n2p408Palavras-chave:
Barreiras Informacionais–Idosos, Barreiras Informacionais–Dimensões, Comportamento Informacional, Docentes Aposentados, Ensino SuperiorResumo
Objetivo: Analisar barreiras informacionais vivenciadas por idosos (docentes aposentados da Universidade Federal de Goiás-UFG). Para tanto, identifica as fontes de informação utilizadas e verifica as barreiras informacionais que reduzem e/ou impedem o uso efetivo da informação, e ainda propõe a análise das dimensões (cognitivas, emocionais e situacionais) como elementos que constituem as barreiras informacionais.
Metodologia: A pesquisa utilizou amostra aleatória, estruturada a partir de dois critérios: a) docente aposentado da UFG com mais de 60 anos e filiado ao ADUFG-Sindicato b) docente aposentado, que manifestou sua concordância em participar durante o período previsto para a realização das entrevistas. A partir dessas definições, foram entrevistados 43 docentes, sendo 18 homens (42%) e 25 mulheres (58%). A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas guiadas.
Resultados: A partir da análise dos dados, ficou evidente o uso preponderante de fontes de informação digitais (redes sociais: YouTube, Instagram e WhatsApp) em detrimento de fontes de informação tradicionais (rádio, televisão, jornal impresso, livro impresso e contatos pessoais presenciais). Nesse sentido, os idosos pesquisados estão vivenciando uma forte transição em direção ao uso intensivo de fontes de informação digitais. Em termos das barreiras informacionais vivenciadas, se destacaram as seguintes: sobrecarga informacional (50%), desinformação (30%) e ansiedade informacional (20%).
Conclusões: Considera-se que o estudo de barreiras informacionais e suas dimensões possibilita, em um primeiro momento, a compreensão mais completa do comportamento informacional e, em um segundo momento, a compreensão do fenômeno informacional de forma mais ampla. A partir destas compreensões, pode-se planejar e implementar serviços e produtos de informação mais úteis aos sujeitos informacionais. A redução ou eliminação destas barreiras se constitui atualmente em um dos maiores desafios para a manutenção da integridade das informações e seu uso competente e ético.
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