"Um ensaio de ficção científica": história do presente no suplemento Anexo, do jornal Diário do Paraná
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-3356.2017v10n19p285Palabras clave:
Anexo, Suplemento cultural, História do presente, Ficção, ArteResumen
O objetivo deste artigo é compreender os modos de historicidade presentes no suplemento Anexo, caderno de cultura e artes publicado no jornal Diário do Paraná no final da década de 1970, com a intenção de ser um espaço gráfico de experimentação artística, uma tentativa de fazer arte no jornal. Partindo da ideia de Eric Landowski, segundo a qual todo jornal conta uma determinada história do presente, interessa compreender que tipo de história e de figurações da temporalidade o suplemento produzia. Para isso, se utilizará os conceitos de heterotopia, entendendo os suplementos de arte/cultura como espaços outros em relação à diagramação corrente dos jornais, e de heterocronia, buscando os modos de experiência do tempo produzidos no interior desses espaços. A intenção é demonstrar que o suplemento se utilizou da arte e de suas ficções para narrar uma história do presente que diagnosticou, no momento mesmo de sua emergência, o regime de historicidade presentista e, ao mesmo tempo, buscou perceber e dar voz a toda uma série de consistências virtuais que subsistiam nos interstícios de sua atualidade.Descargas
Citas
ARAÚJO, Valdei; PEREIRA, Matheus H. F Pereira. Reconfigurações do tempo histórico: presentismo, atualismo e solidão na modernidade digital. Revista UFMG, Belo Horizonte, v. 23, n. 1-2, p. 270-297, jan./dez.2016.
BARRETO, Ivana. A importância da literatura e dos cadernos culturais para a história do jornalismo brasileiro. ALCEU : revista de comunicação, cultura e política, Rio de Janeiro, v. 10, n.19, p. 101-108, jul./dez. 2009.
BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas: magia, técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1987.
CAMPOS, Haroldo de. Da tradução como criação e como crítica. Diário do Paraná. 10 maio 1977, p. 2-4.
CASTRO, Amilcar de. et. al. Manifesto neoconcreto. 2016. Disponível em: http://www.mariosantiago.net/textos%20em%20pdf/manifesto%20neoconcreto.pdf. Acesso em: 21 nov. 2016.
FOUCAULT, Michel. Outros espaços. In:______. Ditos e escritos III. Estética literatura pintura música e cinema. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006. p. 411-422.
GUMBRECHT, Hans Ulrich. Nosso amplo presente: o tempo e a cultura contemporânea. São Paulo: Unesp, 2015.
HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.
JARDIM, Reynaldo. Um fazedor de artes e anartes, desnuda-se de Brasília: Entrevista a Silvana Marchi. Nicolau, Curitiba, II, n. 14, p. 6-8, ago.1988.
KAMINSKI, Rosane. Reflexões sobre a pesquisa histórica, a ficção e as artes. In: FREITAS, Artur; KAMINSKI, Rosane (Org.). História e arte: encontros disciplinares. São Paulo: Intermeios, 2013.
LANDOWSKI, Eric. A sociedade refletida. São Paulo: EDUC/Pontes, 1992.
LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos. São Paulo: Editora 34, 2005.
LEMINSKI, Paulo. Da Praça Osório à Santos Andrade (Curitiba ou a Necessidade da Inquietação). Diário do Paraná, Curitiba, 6 fev. 1977a. Anexo.
LEMINSKI, Paulo. Ensaios e anseios crípticos. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997.
LEMINSKI, Paulo. Ensaios e anseios crípticos. 2. ed. São Paulo: Unicamp, 2012.
LEMIMSKI, Paulo. Eu, pecador, me confesso. Diário do Paraná. Curitiba, 15. jun. 1977b. Anexo.
LEMINSKI, Paulo. Leminski falando sobre grafite. 2011. 1 vídeo sonoro, 9:22min. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cXdKmKUcXAk. Acesso em: 8 jan. 2014.
LEMIMSKI, Paulo. O fácil é fraco. Diário do Paraná. Curitiba, 18. ago. 1977c. Anexo.
LEMIMSKI, Paulo. Os anfíbios primitivos e os atuais. Diário do Paraná. Curitiba, 30. abr. 1977d. Anexo.
LEMINSKI, Paulo. Uma questão. Diário do Paraná. 14 ago. 1977e. Anexo.
MILLARCH, Aramis. Uma força para o Beijo ficar mais brasileiro. Tabloide digital. Originalmente publicado em: Estado do Paraná. Almanaque, 16. maio 1990, p. 3. Disponível em: http://www.millarch.org/artigo/uma-forca-para-o-beijo-ficar-mais-brasileiro. Acessado em 4 maio 2015.
MORAES, Everton de Oliveira. A escrita como guerra: ética e subjetivação nos fanzines punk. In: MUNIZ, Rodrigues Cellina. (Org.). Fanzines: autoria, subjetividade e invenção de si. Fortaleza: UFC, 2009.
NODARI, Alexandre. A literatura como antropologia especulativa. Revista da ANPOLL, Florianópolis, v. 1, n. 38, p. 75-85, Jan./Jun. 2015.
RETTAMOZO, Luiz Carlos. Emoções geométricas. Diário do Paraná, 21 jul. 1977a. p. 5. Anexo.
RETTAMOZO, Luiz Carlos. Entrevista concedida Everton de Oliveira Moraes. Curitiba, 12 jul. 2014.
RETTAMOZO, Luiz. Fique doente, não ficção. Curitiba: Diário do Paraná, 1977b.
RETTAMOZO, Luiz Carlos. O jugo do bicho ou a declaração de seus direitos. Diário do Paraná. Curitiba, 28. jul. 1977c. Anexo.
RETTAMOZO, Luiz Carlos. A querela do Brasil. Dois. Diário do Paraná. 9 jul. 1977d. Anexo.
RETTAMOZO, Luiz Carlos; PADRELLA, Nelson. A engenharia das emoções vagabundas. Panorama, Curitiba, 2 jul. 1980.
SAER, Juan José. O conceito de ficção. Revista Sopro: panfleto político-cultural. Florianópolis, n. 15, p. 1-3, ago. 2009. Disponível em: http://www.culturaebarbarie.org/sopro/n15.pdf. Acesso em: 10 set. 2015.
SAFATLE, Vladimir. Cinismo e falência da crítica. São Paulo: Boitempo, 2008.
SILVEIRA, Marilú. Coluna A. Diário do Paraná, Curitiba, 7 jan. 1977.
TARDE, Gabriel. A opinião e as massas. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2017 Antíteses

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
A Revista Antíteses adota política de acesso aberto e incentiva a ampla circulação do conhecimento científico. Os autores mantêm os direitos autorais sobre seus trabalhos publicados no periódico.
Os artigos são publicados sob a licença Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que permite compartilhar (copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato) e adaptar (remixar, transformar e criar a partir do material), inclusive para fins comerciais, desde que seja devidamente atribuída a autoria.
Ao submeter um manuscrito à revista, os autores autorizam a publicação na Revista Antíteses e concordam com a sua publicização em nosso periódico, mantendo a titularidade dos direitos autorais sobre o trabalho.
A Revista Antíteses incentiva os autores a depositarem e divulgarem seus trabalhos publicados em repositórios institucionais, repositórios temáticos, páginas pessoais ou redes acadêmicas, como forma de ampliar a visibilidade e o impacto da produção científica. Nesses casos, recomenda-se que seja preferencialmente indicado o link de acesso ao artigo diretamente na página da revista, garantindo a identificação da publicação original.
Essa política busca promover a circulação do conhecimento científico, respeitando os princípios do acesso aberto e da atribuição adequada da autoria.
A Revista Antíteses oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público contribui para a democratização do saber





