No ano de 1862 a província do Ceará foi atingida por uma epidemia de cólera. A crise sanitária levou cerca de doze mil pessoas a óbito. Queremos mostrar neste trabalho como a crise sanitária afetou o cotidiano, as práticas penitencias e os ritos fúnebres das localidades afetadas. Para atingir nosso objetivo, partiremos da análise de um conjunto de documentos do período, com destaque para cartas escritas por sacerdotes, textos publicados na imprensa, registros paroquiais de óbito, documentos emitidos pelo governo provincial e um relatório escrito por médico que atuou no socorro às comarcas de Crato e Jardim, na região do Cariri.