Neste artigo investigamos o processo político iniciado na Argentina após o golpe de Estado de setembro de 1955 que derrubou o presidente Juan Domingo Perón. No governo de facto subsequente, os setores que estavam deslocados do poder político desde 1946 voltaram à atividade, alcançando um novo destaque que levou à ocupação de cargos-chave na administração pública e nas instituições criadas no âmbito do governo militar. Numa perspectiva comparada analisamos a experiência dos partidos políticos União Cívica Radical (UCR), Partido Socialista (PS), Partido Democrático Autônomo (PDA), Partido Democrático Progressista (PDP), Partido Liberal (PL) e Partido Democrata Cristão (PDC) no governo da autoproclamada Revolução Libertadora nas províncias de Corrientes e Chaco. As fontes utilizadas para esta análise foram principalmente a imprensa escrita e documentos oficiais.