O artigo tem como objetivo articular a presença do filme Quo Vadis? (Cines, Itália) no circuito exibidor carioca ao momento sociopolítico da Primeira República, no qual a perseguição às religiões de matriz africana era bastante presente na cena pública. Nossa hipótese principal é a de que o consumo da obra atuou no embranquecimento dos sujeitos-alvos da perseguição religiosa e em um consequente apagamento tanto dessa perseguição quanto daqueles que eram alvos da polícia e de outros agentes. As fontes selecionadas são os anúncios veiculados pelos exibidores nos jornais, algumas crônicas encontradas sobre a presença do filme nas salas de cinemas e a própria obra cinematográfica. Escolhemos o paradigma indiciário, de Carlo Ginzburg, para analisar as fontes escritas.