Entre hechizos, porras y éxtasis: cine y persecuciones religiosas en Río de Janeiro durante la Primera República
DOI:
https://doi.org/10.5433/1984-3356.2025v18n35p397-426Palabras clave:
Cine, Primera República, Religiones afrobrasileñas, Río de Janeiro, Quo Vadis?Resumen
El artículo tiene como objetivo articular la presencia de la película Quo Vadis? (Cines, Italia) en el circuito exhibidor de Río de Janeiro con el momento sociopolítico de la Primera República, en el cual la persecución a las religiones de matriz africana estaba muy presente en la escena pública. Nuestra hipótesis principal es que el consumo de la obra contribuyó al blanqueamiento de los sujetos objetivo de la persecución religiosa y a un consecuente borramiento tanto de dicha persecución como de aquellos que eran objeto de la policía y otros agentes. Las fuentes seleccionadas son los anuncios publicados por los exhibidores en los periódicos, algunas crónicas sobre la presencia de la película en las salas de cine y la propia obra cinematográfica. Elegimos el paradigma indiciario, de Carlo Ginzburg, para analizar las fuentes escritas.
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