Odes mórbidas, metáforas inertes: práticas de sacralização da morte e re-invenção dos sujeitos a partir do estudo das manifestações arquetípicas

Autores

  • Francisco Chagas O. Atanásio Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE

DOI:

https://doi.org/10.5433/1984-3356.2010v3n5p247

Palavras-chave:

Arquétipos, Cultura popular, Construção de identidades, Religiosidade, Representação

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo analisar as formas de apropriação e representação dos sujeitos perante a morte, ao estudar histórias de vidas distintas entre si, que, pela “circularidade” de uma determinada forma de apreensão social, acabam por se entrelaçarem em torno das práticas de religiosidade. Ao partir por esse pressuposto, se propõe abordar como as identidades dos sujeitos são re-inventadas e se processam em uma estrutura de sentidos, circundante em um determinado imaginário sociocultural. Alinhado a esse processo se busca avaliar como essas práticas sociais imprimem significados e se esculpem enquanto manifestações arquetípicas, sendo produção de subjetividades resultantes de construções socioculturais que adquirem uma mobilidade implícita no campo do inconsciente coletivo.

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Biografia do Autor

Francisco Chagas O. Atanásio, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE

Mestrando em História na Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

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Publicado

11-07-2010

Como Citar

ATANÁSIO, F. C. O. Odes mórbidas, metáforas inertes: práticas de sacralização da morte e re-invenção dos sujeitos a partir do estudo das manifestações arquetípicas. Antíteses, [S. l.], v. 3, n. 5, p. 347–366, 2010. DOI: 10.5433/1984-3356.2010v3n5p247. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/antiteses/article/view/3665. Acesso em: 23 abr. 2024.