As refrações do familismo e do Empobrecimento Feminino a partir dos Programas de Transferências de Renda na Política de Assistência Social em Cascavel-PR
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-4842.2026.v29.51444Palavras-chave:
Familismo, Política de assistência social, Programas de transferência de renda, Empobrecimento femininoResumo
Este artigo é fruto de pesquisa de mestrado e teve como objetivo refletir sobre as refrações do familismo que caracterizam a Política de Assistência Social, no empobrecimento da população feminina, referenciando-se nos Programas de Transferência de Renda, tendo-se a sobrecarga que tais programas impõem à mulher, seja ela chefe de família ou não. O estudo foi realizado nos CRAS de Cascavel-PR com famílias monoparentais femininas e biparentais e também com os coordenadores desses serviços. A pesquisa foi de natureza qualitativa e utilizou-se da produção de dados a partir da análise de conteúdo, possibilitando-se problematizar o significado e a funcionalidade da política familista que apresenta um discurso contraditório, pois, ao mesmo tempo que contribui para autonomia econômica da mulher, também a responsabiliza ainda mais frente aos cuidados e à proteção de seus membros, reforçando o empobrecimento feminino.
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