Avaliação do potencial genotóxico em espécimes de Astyanax altiparanae (PISCES, Characidae) submetidos ao hormônio 17?- estradiol
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0367.2017v38n1suplp103Keywords:
Micropoluentes, Disruptores endócrinos, Astyanax altiparanaeAbstract
Nas últimas décadas o interesse dos pesquisadores tem se despertado para contaminação ambiental, os quais oferecem risco a saúde humana, mesmo em baixas concentrações. Dentre estes contaminantes destacam-se micropoluentes como os disruptores endócrinos, caracterizados como substâncias químicas que promovem alterações no sistema endócrino humano. Estas substâncias são capazes de se acumular no solo e sedimentos dos rios, acumulando-se na cadeia alimentar, se ligando a receptores endócrinos e promovendo alterações na síntese, secreção, metabolismo e/ou ação hormonais. Estudos demonstram que a exposição de peixes ao 17?-estradiol (E2), induz a feminilização, produção de vitelogênese em machos, redução do índice gônado-somático e inibição do crescimento testicular. Diante disso, o presente estudo tem por objetivo avaliar os possíveis danos genéticos, utilizando a citogenética (testes de aberrações cromossômicas e do micronúcleo), bem como, análise de alterações morfológicas nucleares em espécimes de Astyanax altiparanae expostos ao hormônio E2. Os testes foram realizados em 20 espécimes de A. altiparanae, os quais, inicialmente, foram mantidos em aquários com água declorada, aeração e temperatura ambiente, por aproximadamente 10 dias. Após esse período, os peixes foram distribuídos em 4 grupos/aquários (10L de água), sendo colocados 05 indivíduos em cada um; grupo 1 foi estabelecido como controle negativo contendo somente água e nos demais (2,3 e 4) foram adicionadas soluções do hormônio 17?-estradiol obtido pelo fármaco Natifa® (estradiol 1mg). A concentração usada do hormônio foi 600 ng/L e os animais dos grupos 2,3 e 4 foram monitorados durante 24, 48 e 96h, respectivamente. Em um total de 45 metáfases obtidas encontrou-se três alterações cromossômicas, sendo 3 gaps cromatídicos, dois em um mesmo indivíduo do grupo 4 (96h) envolvendo cromossomos distintos e o outro do grupo 1 (controle). No teste de micronúcleo e da análise morfológica nuclear, foram contadas 2000 células/individuo totalizando 40.000 células analisadas. A frequência de micronúcleos deu-se em 0,085% do total das células visualizadas, com maior incidência no grupo 3, 48h (0,4%) as alterações morfológicas nucleares ocorreram com maior frequência no grupo 2 (0,165%). Esses dados sugerem a principio, um efeito genotóxico do hormônio E2, contudo as análises deverão ser complementadas com outras concentrações.
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