A emergência desuniforme de plântulas afeta o crescimento e a produtividade do milho
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2026v47n1p131Palavras-chave:
Atraso de emergência, Competição intraespecífica, Plantas dominadas.Resumo
O momento da implantação é importante pois definirá o potencial produtivo de uma lavoura. Considerando os aspectos de plantabilidade, o atraso da emergência é menos considerado em relação à perda de estande e à distribuição espacial das sementes. Alguns trabalhos sugerem que a desuniformidade temporal de emergência pode ser mais prejudicial que a espacial. Desta forma o objetivo do trabalho foi determinar o efeito do atraso de emergência sobre plantas atrasadas e adjacentes. Dois experimentos delineados em blocos casualizados foram implantados em área comercial nos anos de 2018 e 2019, semeando um terço das plantas (33%) com atraso de 0, 2, 4, 6, 8 e 10 dias. As plantas atrasadas e as adjacentes foram avaliadas separadamente. Em ambos os anos, as plantas atrasadas apresentaram estiolamento, caracterizado pelo aumento da altura de inserção de espiga e redução do diâmetro de colmo. Plantas adjacentes exibiram aumento no diâmetro, mas não mostraram alteração na altura de inserção de espiga. As plantas atrasadas mostraram redução linear em todos os componentes de produção em ambos os anos, resultando em 6,6% (2018) e 8,1% (2019) de redução na produção para cada dia de atraso na emergência. As plantas adjacentes apresentaram resposta compensatória somente em 2019, com aumento linear de apenas 1,7% na produção para cada dia de atraso na emergência. Para ambos os anos, uma tolerância de até 2 dias de atraso na emergência foi observada; além desse ponto, a redução na produtividade média se torna linear, variando entre 1,6% a 2,1% para cada dia de atraso.
Downloads
Referências
Albarenque, S., Basso, B., Davidson, O., Maestrini, B., & Melchiori, R. (2023). Plant emergence and maize (Zea mays L.) yield across multiple farmers’ fields. Field Crops Research, 302(1), 109090. doi: 10.1016/j.fcr.2023.109090
Blunk, S., De Heer, M. I., Sturrock, C. J., & Mooney, S. J. (2018). Soil seedbed engineering and its impact on germination and establishment in sugar beet (Beta vulgaris L.) as affected by seed–soil contact. Seed Science Research, 28(3), 236-244. doi: 10.1017/S0960258518000168
Brandelero, E. M., Araújo, A. G., & Ralisch, R. (2015). Coverage mobilization in the sowing line and its influence on temperature and water content and on maize emergence. Engenharia Agrícola, 35(1), 98-108. doi: 10.1590/1809-4430-Eng.Agric.v35n1p98-108/2015
Craine, J. M., & Dybzinski, R. (2013). Mechanisms of plant competition for nutrients, water and light. Functional Ecology, 27(4), 833-840. doi: 10.1111/1365-2435.12081
Egli, D. B., & Rucker, M. (2012). Seed vigor and the uniformity of emergence of corn seedlings. Crop Science, 52(6), 2774-2782. doi: 10.2135/cropsci2012.01.0064
Ford, J. H., & Hicks, D. R. (1992). Corn growth and yield in uneven emerging stands. Journal of Production Agriculture, 5(1), 185-188. doi: 10.2134/jpa1992.0185
Hörbe, T. A., Amado, T. J., Reimche, G. B., Schwalbert, R. A., Santi, A. L., & Nienow, C. (2016). Optimization of within‐row plant spacing increases nutritional status and corn yield: a comparative study. Agronomy Journal, 108(5), 1962-1971. doi: 10.2134/agronj2016.03.0156
Kandasamy, S., Weerasuriya, N., Gritsiouk, D., Patterson, G., Saldias, S., Ali, S., & Lazarovits, G. (2020). Size variability in seed lot impact seed nutritional balance, seedling vigor, microbial composition and plant performance of common corn hybrids. Agronomy, 10(2), 157. doi: 10.3390/agronomy10020157
Kolling, D. F., Sangoi, L., Leolato, L. S., Panison, F., Coelho, A. E., & Kuneski, H. F. (2019). Can an increase in nitrogen rate mitigate damages caused by uneven spatial distribution of maize plants at the sowing row?. Acta Scientiarum. Agronomy, 41(1), e39874. doi: 10.4025/actasciagron.v41i1.39874
Lauer, J. G., & Rankin, M. (2004). Corn response to within row plant spacing variation. Agronomy Journal, 96(5), 1464-1468. doi: 10.2134/agronj2004.1464
Liu, W., Tollenaar, M., Stewart, G., & Deen, W. (2004a). Response of corn grain yield to spatial and temporal variability in emergence. Crop Science, 44(3), 847-854. doi: 10.2135/cropsci2004.0847
Liu, W., Tollenaar, M., Stewart, G., & Deen, W. (2004b). Within‐row plant spacing variability does not affect corn yield. Agronomy Journal, 96(1), 275-280. doi: 10.2134/agronj2004.2750
Madaloz, J. C. C., Modolo, A. J., Freitas, J. P. X. de, Rocha Campos, J. R. da, Baesso, M. M., Dotto, L., & Trogello, E. (2020). Distribution of corn plants in a pneumatic system with different vacuum pressure adjustments and seed sieves. Australian Journal of Crop Science, 14(10), 1568-1574. doi: 10.21475/ajcs.20.14.10.p2316
Manohar, M. S., & Heydecker, W. (1964). Effects of water potential on germination of pea seeds. Nature, 202(1), 22-24. doi: 10.1038/202022a0
Merotto, A., Jr., Sangoi, L., Ender, M., Guidolin, A. F., & Haverroth, H. S. (1999). A desuniformidade de emergência reduz o rendimento de grãos de milho. Ciência Rural, 29(4), 595-601. doi: 10.1590/S0103-84781999000400004
Nafziger, E. D. (1996). Effects of missing and two‐plant hills on corn grain yield. Journal of Production Agriculture, 9(2), 238-240. doi: 10.2134/jpa1996.0238
Nafziger, E. D., Carter, P. R., & Graham, E. E. (1991). Response of corn to uneven emergence. Crop Science, 31(3), 811-815. doi: 10.2135/cropsci1991.0011183X003100030053x.
Nemergut, K. T., Thomison, P. R., Carter, P. R., & Lindsey, A. J. (2021). Planting depth affects corn emergence, growth and development, and yield. Agronomy Journal, 113(4), 3351-3360. doi: 10.1002/agj2.20701
Pagano, E., Cela, S., Maddonni, G. A., & Otegui, M. E. (2007). Intra-specific competition in maize: ear development, flowering dynamics and kernel set of early-established plant hierarchies. Field Crops Research, 102(3), 198-209. doi: 10.1016/j.fcr.2007.03.013
R Core Team (2023). R: a language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing. https://www.R-project.org/
Rizzardi, M. A., & Pires, J. L. (1996). Resposta de cultivares de milho à distribuição de plantas na linha, com e sem controle de plantas daninhas. Ciência Rural, 26(1), 13-17. doi: 10.1590/S0103-84781996000100003
Rizzardi, M. A., Boller, W., & Dalloglio, R. (1994). Distribuição de plantas de milho, na linha de semeadura, e seus efeitos nos componentes de produção. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 29(8), 1231-1236. doi: 10.1590/S1678-3921.pab1994.v29.4169
Sangoi, L., Schmitt, A., Vieira, J., Picoli, G. J., Jr., Souza, C. A., Casa, R. T., Schenatto, D. E., Giordani, W., Boniatti, C. M., Machado, G. C., & Horn, D. (2012). Variabilidade na distribuição espacial de plantas na linha e rendimento de grãos de milho. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, 11(3), 268-277. doi: 10.18512/1980-6477/rbms.v11n3p268-277
Santos, H. G., Jacomine, P. K. T., Anjos, L. H. C., Oliveira, V. A., Lumbreras, J. F., Coelho, M. R., Almeida, J. A., Araujo, J. C., Fº., Lima, H. N., Marques, F. A., Oliveira, J. B., & Cunha, T. J. F. (2025). Sistema brasileiro de classificação de solos. EMBRAPA.
Schmitt, J., Stinchcombe, J. R., Heschel, M. S., & Huber, H. (2003). The adaptive evolution of plasticity: phytochrome-mediated shade avoidance responses. Integrative and Comparative Biology, 43(3), 459-469. doi: 10.1093/icb/43.3.459
Shuai, G., Martinez-Feria, R. A., Zhang, J., Li, S., Price, R., & Basso, B. (2019). Capturing maize stand heterogeneity across yield-stability zones using unmanned aerial vehicles (UAV). Sensors, 19(20), 4446. doi: 10.3390/s19204446
Silva, F. H. D., Cunha, P. C. D., Almeida, A. C. D. S., Araújo, L. D. S., Jakelaitis, A., & Silveira, P. M. D. (2015). Production components of corn as function of seed distribution along the planting row. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, 19(12), 1172-1177. doi: 10.1590/1807-1929/agriambi.v19n12p1172-1177
Souza, A. D., Mota, L. D., Zamadei, T., Martim, C. C., Almeida, F. D., & Paulino, J. (2013). Classificação climática e balanço hídrico climatológico no estado de Mato Grosso. Nativa, 1(1), 34-43. doi: 10.31413/nativa.v1i1.1334
Trogello, E., Modolo, A. J., Scarsi, M., Silva, C. L. D., Adami, P. F., & Dallacort, R. (2013). Manejos de cobertura vegetal e velocidades de operação em condições de semeadura e produtividade de milho. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, 17(7), 796-802. doi: 10.1590/S1415-43662013000700015
Von Arnim, A., & Deng, X. W. (1996). Light control of seedling development. Annual Review of Plant Biology, 47(1), 215-243. doi: 10.1146/annurev.arplant.47.1.215
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Laerte Gustavo Pivetta, Camila de Aquino Tomaz, Laércio Augusto Pivetta, Rafael Caciolatto, Renata Vacaro Moura Alves, Dácio Olibone, Ana Paula Encide-Olibone, Gabriel Missio de Moura

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Semina: Ciências Agrárias adota para suas publicações a licença CC-BY-NC, sendo os direitos autorais do autor, em casos de republicação recomendamos aos autores a indicação de primeira publicação nesta revista.
Esta licença permite copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato, remixar, transformar e desenvolver o material, desde que não seja para fins comerciais. E deve-se atribuir o devido crédito ao criador.
As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua e a credibilidade do veículo. Respeitará, no entanto, o estilo de escrever dos autores. Alterações, correções ou sugestões de ordem conceitual serão encaminhadas aos autores, quando necessário.
Dados de financiamento
-
Instituto Federal de Mato Grosso
Números do Financiamento 6000













