Efeito da condição corporal da égua na transferência de imunidade passiva e avaliação morfométrica do potro Mangalarga Marchador do nascimento ao desmame
DOI:
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2026v47n1p7Palavras-chave:
Conformação corporal, Escore de condição corporal, Parâmetros fisiológicos, Qualidade do colostro.Resumo
O presente estudo foi conduzido como objetivo identificar se o escore de condição corporal (ECC), peso e idade da égua e o sexo do potro influenciam na transferência de imunidade passiva e no desempenho produtivo dos potros do nascimento ao desmame. O experimento foi realizado em haras comercial, localizado no Norte de Minas Gerais. Foram utilizadas 34 éguas da raça Mangalarga Marchador e seus respectivos potros. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado. As éguas foram acompanhadas no dia do parto como objetivo de acompanhar o nascimento dos potros, verificar a ingestão e qualidade do colostro além de realizar a avaliação do peso com a utilização de fita métrica e parâmetros fisiológicos no recém-nascido. A transferência passiva de imunidade da mãe para os potros foi analisada por meio do teste rápido “IgG Check”. Os potros foram avaliados mensalmente durante os cinco primeiros meses de vida quanto ao peso e medidas morfométricas. Os dados foram submetidos a ANOVA e as médias comparadas pelo teste F ou a análise de regressão e ajustados aos modelos linear e quadrático (P<0,05). Todas as análises foram realizadas utilizando o software SAS ao nível de 5 % de probabilidade. Não houve efeito (P≥0,05) dos parâmetros avaliados sobre a transferência de imunidade passiva e parâmetros fisiológicos dos potros ao nascimento. Houve efeito (P<0,05) do ECC da égua sobre a altura de cernelha e comprimento da garupa ao nascimento dos potros. O ECC das éguas não influenciou (P≥0,05) as medidas morfométricas dos potros ao desmame. O sexo dos potros influenciou na altura da cernelha, comprimento da espádua e comprimento da garupa do potro ao desmame. Conclui-se que os fatores avaliados não influenciaram a transferência de imunidade passiva, no entanto, o sexo do potro e a condição corporal das éguas influenciaram no crescimento dos potros até o 5° mês de idade.
Downloads
Referências
Albuquerque, S. C. M., Silva, C. B., Dias, F. E. F., Silva, C. M. G., Arrivabene, M., Souza, A. P., Rodrigues, S. D. C., & Cavalcante, T. V. (2019). Determinação da qualidade imunológica do colostro de cadelas por refratometria. PUBVET, 13(11), 1-6. doi: 10.31533/pubvet.v13n11a458.1-6
Alcantara, I. N. A., Alvarenga, V. P., & Rabelo, R. N. (2023). Importância do colostro em equinos: revisão. PUBVET, 17(8), 1-9. doi: 10.31533/pubvet.v17n8e1429
Auclair-Ronzaud, J., Jaffrézic, F., Wimel, L., Dubois, C., Laloë, D., & Chavatte- Palmer, P. (2022). Estimation of milk production in suckling mares and factors influencingtheir milk yield. Animal, 16(4), 1-9. doi: 10.1016/j.animal.2022.100498
Bartier, A. L., Windeyer, M. C., & Doepel, L. (2015) Evaluation of on-farm tools for colostrum quality measurement. Journal of Dairy Science, v. 98, (3), p. 1878–1884. doi: 10.3168/jds.2014-8415.
Becvarova, I., & Buechner-Maxwell, V. (2012). Feeding the foal for immediate and long-term health. Equine Veterinary Journal, 41(Suppl.), 149-156. doi: 10.1111/j.2042- 3306.2011.00522.x
Cabral, G. C., Almeida, F. Q. de, Quirino, C. R., Azevedo, P. C. N., Santos, E. M., Pinto, L. F., & Santos, E. D. (2004). Avaliação morfométrica de equinos da raça Mangalarga Marchador: índices de conformação e proporções corporais. Revista Brasileira de Zootecnia, 33(6), 1798-1805. doi: 10.1590/S1516-3598 2004000700018
Chavatte-Palmer, P., & Robles, M. (2019). Developmental programming: can nutrition of the mare influence the foal’s health? Revista Brasileira De Reprodução Animal, 43(2), 168–183.
Cruz, R. K. S, Alfonso, A., Souza, F. F, Oba, E., Padovani, C. R., Ramos, P. R. R., Lourenço, M. L. G., & Chiacchio, S. B. (2017). Evaluation of neonatal vitality and blood glucose, lactate and cortisol concentrations in foals. Pesquisa Veterinária Brasileira, 37(8), 891-896. doi: 10.1590/S0100-736X2017000800011
Cunha, L. A., Sodré, T. R. P., Pereira, E., Neto, Souza, V. R. C., Hunka, M. M., Manso, H. C., Fº., Coelho, C. S. (2022). Evaluation of Mangalarga Marchador foal development in the first year of life. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 59(1), e182913. doi: 10.11606/ issn.1678-4456.bjvras.2022.182913.
Dechra Pharmaceuticals (2018). Testes para detecção de IgG em potros. https://www. dechra.com.br/kit-diagnostico/135/igg-check/bula-igg-check.
Dias, J. C. L. (1990). Interpretação do padrão racial. Curso de capacitação de técnicos e árbitros da raça Mangalarga Marchador. ABCCMM.
Gastal, M. O., Gastal, E. L., Spinelli, V., & Ginther, O. J. (2004). Relationships between body condition and follicle development in mares. Animal Reproduction Science, 1(1), 115-121.
Henneke, D. R., Potter, G. D., Kreider, J. L., & Yeats, B. F. (1983). Relationship between body condition score, physical measurements, and body fat percentage in mares. Equine Veterinary Journal, 15(4), 371-372. doi: 10.1111/j.2042- 3306.1983.tb01826.x
Hintz, H. F., Hintz, R. L., & Van Vleck, D. (1979). Growth rate of thoroughbreds: effect of age of dam, year, month of birth, and sex of foal. Journal of Animal Science, 48(3), 408-417. doi: 10.2527/jas1979.483480x
Kasinger, S., Brasil, C. L., Santos, A. C., Vieira, P. S., & To, A. J. (2020). Influência da adiposidade durante a gestação de éguas da raça crioula sobre o acúmulo de gordura em seus potros. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, 72(2), 411-418. doi: doi. org/10.1590/1678-4162-11194
Kosch, P. C., Orsini, J. A., Martin, B. B., & Dunkel, B. (1984). Developments in management of the newborn foal in respiratory distress 1: evaluation. Equine Veterinary Journal, 16(1), 17-21. doi: 10.1111/j.2042-3306.1984.tb01934.x
Kredatusova, G., Hajurka, J., Szakallova, I., Valencakova, A., & Vojtek, B. (2011). Physiological events during parturition and possibilities for improving puppy survival: a review. Veterinární Medicína, 56(12), 589-594. doi: 10.17 221/4436-VETMED
Kurtz Filho, M., Fº., Deprá, N. M., Alda, J. L., Castro, I. N., Corte, F. D. de la, & Silva, C. A. M. (1997). Ethological and physiological parameters in the thoroughbred newborn foal. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 34(2), 103-108.
Landim-Alvarenga, F. C., Prestes, N. C., & Santos, T. C. M. (2006). Manejo do neonato. In N. C. Prestes, & F. C. Landim- Alvarenga (Eds.), Obstetrícia veterinária (pp. 159-165). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
Madigan, J. E. (2020). Manual of equine neonatal medicine (5nd ed.).
Mienaltowski, M. J., Callahan, M., Torre, U. de la, & Maga, E. A. (2024). Comparing microbiotas of foals and their mares’ milk in the first two weeks after birth. BMC Veterinary Research, 20(1), 1-14. doi: 10.1186/s12917-023-03864-1.
Padilha, F. G. F., Andrade, A. M. de, Fonseca, A. B. M., Godoi, F. N. de, Almeida, F. Q. de, & Ferreira, A. M. R. (2017). Morphometric measurements and animal-performance indices in a study of racial forms of Brazilian Sport Horses undergoing training for eventing. Revista Brasileira de Zootecnia, 46(1), 25-32. doi: 10.1590/ s1806-92902017000100005
Paradis, M. R. (2006). Equine neonatal medicine e-book: a case-based approach. Elsevier Health Sciences.
Peugnet, P., Robles, M., Wimel, L., Tarrade, A., & Chavatte-Palmer, P. (2016). Management of the pregnant mare and long-term consequences on the offspring. Theriogenology, 86(1), 99-109. doi: 10.1016/j.theriogenology.2016.01.028
Pinto, L. F., Almeida, F. Q., Azevedo, P. C., Quirino, C. R., Cabral, G. C., & Santos, E. M. (2005). Análise multivariada das medidas morfométricas de potros da raça Mangalarga Marchador: análise fatorial. Revista Brasileira de Zootecnia, 34(2), 613-626. doi: 10.1590/S1516- 35982005000200032
Pyles, M. B., Fowler, A. L., Bill, V. T., Harlow, B. E., Crum, A. D., Hayes, S. H., Flythe, M. D., & Lawrence, L. M. (2019). Effect of maternal diet on select fecal bacteria of foals. Translational Animal Science, 3(1), 204–211. https://doi.org/10.1093/tas/ txy141
REED, S. M.; BAYLY, W. M.; SELLON, D. C. Equine Internal Medicine. 4. ed. St. Louis, Missouri: Elsevier Saunders, 2018.
Rezende, A. S. (2006). Aditivos ou suplementos? Pesquisas revelam primeiros resultados. Mangalarga Marchador - Revista Oficial da Raça, 59. (1.), 44-49.
Santos, E. M., Almeida, F. Q. de, Vieira, A. A., Pinto, L. F. B., Corassa, A., Pimentel, R. R. M., Silva, V. P., & Galzerano, L. (2005). Lactação em éguas da raça Mangalarga Marchador: produção e composição do leite e ganho de peso dos potros lactentes. Revista Brasileira de Zootecnia, 34(2), 627–634. https://doi.org/10.1590/ S1516-35982005000200032
Santos, T. M., Marques, D. P., Pessoa, M. S., & Pessoa, F. O. A. (2019). Aspectos nutricionais relacionados à reprodução em equinos. Nutritime, 16(3), 8449-8462.
Sousa, A. S. de, Jesus, I. I. C. de, Oliveira, C. A. de A., Costa, R. B., & Godoi, F. N. de. (2018). How is the morphometry of stallions and mares show-winning and nonwinning Campolina Brazilian breed with batida and picada gaits? Journal of Equine Veterinary Science, 64(5), 34-40. doi: 10.1016/j.jevs.2018.02.012
Stoneham, S. J. (2006). Assessing the newborn foal. In M. R. Paradis (Ed.), Equine neonatal medicine – a case-based approach (pp. 1-11). Filadelfia: Saunders.
Storme, J., McCue, S., Bisiau, P., & Hess, A. (2020). Brix refractometer scoring of immunoglobulin G in postpartum mares’ colostrum. Clinical Theriogenology, 12(4), 486–492. https://doi.org/10.58292/ ct.v12.9447
Tizard, I. R. (2014). Imunologia veterinária (9a ed.). Elsevier.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Isadora Leite e Lopes, Lívia Vieira de Barros, Letícia Ferrari Crocomo, Felipe Gomes da Silva, Daniel Ananias de Assis Pires , Viviane Cristine Leite Gomes, Raphael Colombo Gaspar, Ana Ariela Gusmão Versiani, Lucas Edinan Viveiros Vieira, Mariana Rabelo Madureira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Semina: Ciências Agrárias adota para suas publicações a licença CC-BY-NC, sendo os direitos autorais do autor, em casos de republicação recomendamos aos autores a indicação de primeira publicação nesta revista.
Esta licença permite copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato, remixar, transformar e desenvolver o material, desde que não seja para fins comerciais. E deve-se atribuir o devido crédito ao criador.
As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.
A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua e a credibilidade do veículo. Respeitará, no entanto, o estilo de escrever dos autores. Alterações, correções ou sugestões de ordem conceitual serão encaminhadas aos autores, quando necessário.













