Resumo
As fraturas mandibulares representam um desafio ortopédico na medicina veterinária, pois existe uma grande quantidade de métodos de fixação que podem ser utilizados dependendo do local e forma com que a fratura ocorre. As placas ósseas são um método de fixação interna que permite a correção de fraturas uni ou bilaterais, simples ou cominutivas, porém necessitam de material apropriado e conhecimento técnico para sua utilização. Estudos recentes têm demonstrado a resistência superior que as placas bloqueadas apresentam sobre as placas de neutralização, principalmente quando utilizadas em ossos chatos ou com menor densidade óssea. O presente estudo teve como objetivo avaliar a resistência biomecânica de placas de neutralização e placas bloqueadas em fraturas mandibulares oblíquas em cães. Foram selecionadas 16 hemimandíbulas de cães mesocefálicos, com peso entre 15 e 25kg que não apresentavam alterações patológicas mandibulares. Fraturas desfavoráveis foram realizadas entre o 2º e o 3º dentes pré-molar. As hemimandibulas foram alocadas em dois grupos e estabilizadas com placas de neutralização (Grupo 1) e placas bloqueadas (Grupo 2). Ambos os grupos foram submetidos ao teste de compressão vertical realizado pela máquina EMIC DL500 no qual se buscou notar a diferença de resistência máxima entre os implantes. A análise estatística utilizada foi o teste T e demonstrou que não houve diferença (P=0,135799) entre a resistência do grupo que recebeu placas de neutralização (21,08±9,766kgf) quando comparado ao grupo que recebeu placas bloqueadas (25,96±7,029kgf). Do ponto de vista de resistência à compressão vertical as placas de neutralização e bloqueadas apresentam a mesma resistência biomecânica.
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Copyright (c) 2017 Semina: Ciências Agrárias
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