Resumo
A pesquisa foi conduzida em oito rebanhos comerciais situados no estado do Rio Grande do Norte, Brasil. As propriedades foram classificadas quanto ao sistema de produção, as estações do ano foram divididas em quatro e os grupamentos genéticos em seis. Foram coletadas, mensalmente, diretamente do tanque de resfriamento, amostras de leite na ordenha da manhã. Foram determinados os teores de proteína, gordura, lactose, sólidos totais, caseína, as concentrações de nitrogênio ureico, a contagem de células somáticas (CCS) e a contagem bacteriana total (CBT). Para a composição do leite, os resultados detectados foram satisfatórios e atenderam às exigências previstas na Instrução Normativa 62, mas as médias obtidas para CCS e CBT estão acima do limite recomendado. Todas as variáveis analisadas, com exceção da caseína da proteína total, foram influenciadas (P < 0,05) pelo sistema de produção utilizado na unidade produtiva. Verificou- se menor teor de gordura em 2010, quando comparado a 2011. Para as estações do ano, com exceção da caseína, todos os constituintes do leite apresentaram menores valores na época mais seca (estações 3 e 4), já a CCS e CBT apresentaram maiores valores nas épocas 1 e 2, que são considerados períodos de chuva. Verificou-se variação na composição química do leite de acordo com os genótipos estudados. A composição química do leite atende às exigências legais e de mercado, com destaque positivo para os sistemas de produção especializados. As variações ao longo do ano e de acordo com o grupo genético do rebanho são também significantes, devendo ser levadas em consideração na busca por melhorias. Quanto ao aspecto higiênico-sanitário do leite, os resultados retratam a necessidade de um enfoque maior das entidades envolvidas no setor, bem como dos produtores, na viabilização de um programa de adequação e acompanhamento das práticas de manejo relacionados a este critério.
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Copyright (c) 2016 Semina: Ciências Agrárias
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