Resumo
Quinze coelhos machos da raça Nova Zelândia foram utilizados neste experimento, com a finalidade de armazenar o plasma rico em plaquetas (PRP) durante 30 dias a 4-6°C para investigar a sua conservação e viabilidade durante este período. Trinta amostras de PRP foram preparadas e divididos em três grupos iguais (G1, G2 e G3), e de três em três dias foi retirada uma amostra para avaliação do número de plaquetas, volume plaquetário médio (VPM), pH do plasma, agregação após adição de tromboplastina cálcica, e para a presença de contaminação bacteriana e fúngica. Os resultados sugerem que, para o número de plaquetas, não houve uma relação linear com o tempo. No entanto, quando se compara o número de plaquetas pré-armazenamento com o pós-armazenamento, foi observada diferença estatística. As variáveis VPM no hemograma, pré e pós-armazenamento, também não se relacionou com o tempo, porém, houve diferença estatística entre o VPM do hemograma e pré-armazenamento, e entre VPM pré-armazenamento e pós-armazenamento. A partir da avaliação do pH, não houve influência do tempo sobre as variáveis, porém foram encontradas diferenças estatísticas nas amostras após o armazenamento entre 30 e 6, 30 e 24, e 30 e 27 dias. A agregação de plaquetas ocorreu no prazo de vinte segundos, em todas as amostras, independente do tempo de armazenamento. Não houve crescimento de bactérias ou fungos em qualquer amostra; no entanto, o crescimento de fungos ocorreu nas amostras armazenadas durante 21 dias dosgrupos G1 e G3. Pode-se concluir que o PRP de coelhos pode ser armazenado sob refrigeração 4-6°C por até 18 dias por manter o número de plaquetas, sem alteração significativa do pH ou contaminação bacteriana ou fúngica.
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Copyright (c) 2016 Semina: Ciências Agrárias
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