Variabilidade genética de populações naturais de Leporinus elongatus do rio São Domingos, MS - Brasil: uma visão preliminar à construção da usina hidrelétrica
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Palavras-chave

Conservação genética
Diversidade genética
Peixe
Piapara
Usina hidrelétrica.

Como Citar

Ribeiro, R. P., Rodriguez-Rodriguez, M. del P., Fornari, D. C., Baumgartner, G., Baumgartner, D., Souza, F. P. de, … Lopera-Barrero, N. M. (2016). Variabilidade genética de populações naturais de Leporinus elongatus do rio São Domingos, MS - Brasil: uma visão preliminar à construção da usina hidrelétrica. Semina: Ciências Agrárias, 37(4Supl1), 2427–2436. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n4Supl1p2427

Resumo

A maior parte da energia elétrica utilizada no Brasil provém de usinas hidrelétricas, devido principalmente à grande disponibilidade de recursos hídricos. Contudo, a construção dessas usinas pode representar graves problemas relacionados com a migração de peixes nativos e com a conservação genética dessas populações. O objetivo do presente trabalho foi avaliar duas populações naturais de Piapara (Leporinus elongatus) localizadas à jusante (População A - PopA) e montante (População B - PopB) da Cachoeira Branca no período anterior à construção da usina hidrelétrica (UHE) São Domingos, Mato Grosso do Sul - Brasil. Trinta amostras de nadadeira caudal foram coletadas e analisadas para cada população. No total, foram observados 89 fragmentos dos quais 72 foram polimórficos (80,9%). Foram identificados fragmentos de baixa frequência (menor que 0,100) em ambas as populações (PopA = 2 e PopB = 3). Nove fragmentos fixados (frequência de 1,000) (PopA = 6 e PopB = 3) e quatro fragmentos exclusivos (PopA = 3 e PopB = 1) também foram observados. A variabilidade genética dentro das populações, calculada através do índice de Shannon e pela porcentagem de fragmentos polimórficos mostrou altos valores de variabilidade intra-populacional (PopA= 0,309 e 61,80% e PopB = 0,392 e 71,90%, respectivamente). Os valores de distância e a identidade genética (0,089 e 0,915, respectivamente) mostraram diferenciação entre as populações e a AMOVA mostrou que a maior parte da variação está dentro de cada população e não entre elas. Os valores de Fst e Nm mostraram moderada diferenciação genética com baixo número de migrantes. Conclui-se que as populações apresentaram alta variabilidade genética intra-populacional e diferenciação genética entre si, com baixo fluxo gênico. Para preservar a variabilidade genética será necessário que as escadas de transposição da UHE São Domingos realizem uma transposição controlada dos peixes.
https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n4Supl1p2427
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