Resumo
Alterações ecológicas nos ecossistemas silvestres tem contribuído significativamente para o aumento das colônias de morcegos não hematófagos no perímetro urbano. O presente trabalho tem por objetivo, descrever casos de raiva em morcegos não hematófagos no perímetro urbano de Campo Grande-MS, Brasil. No período de fevereiro a dezembro de 2001, foram estudados 526 morcegos não hematófagos. Amostras de sangue foram e tecido, de cada animal, que foram submetidas as provas de imunofluorescência direta (IFD) e prova biológica (inoculação em camundongos), para pesquisa do vírus rábico. De todas amostras examinadas, seis foram positivas para o vírus da raivas (1,13%), sendo três de morcegos frugívoros e três de insetívoros. Entre os morcegos frugívoros identificados, registra-se o Artibeus fimbriatus, sendo a primeira descrição desta espécie na cidade de Campo Grande e o primeiro caso de raiva citado na literatura científica nesta espécie, no Brasil.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Copyright (c) 2003 Gisele Torres de Deus, Meire Becer, Italmar Teodorico Navarro
