Resumo
Embora existam outros aspectos relacionados, como clima, solo e manejo da cultura, o hábito de crescimento da cultivar é um dos principais fatores envolvidos na resposta do feijoeiro à densidade de semeadura. Para tanto, o emprego de densidade de semeadura adequada é fator fundamental à obtenção de melhores respostas tecnológicas que resultem em maiores produtividades de grãos na cultura do feijão. Com o objetivo de estudar os efeitos de densidades de semeadura e safras de cultivo sobre o rendimento de grãos e componentes primários de rendimento de cultivares de feijoeiro, foi conduzido um experimento nas safras da seca e de inverno. Os tratamentos foram dispostos em esquema fatorial 4x5, envolvendo quatro cultivares de feijoeiro (Ouro Vermelho, Ouro Negro, Madrepérola e Manteigão Vermelho) e cinco densidades de semeadura (100, 200, 300, 400 e 500 mil plantas ha-1). Em ambas as safras, o delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, com quatro repetições. Por ocasião da colheita foi avaliado o estande final, o rendimento de grãos e os componentes primários (número de vagens por planta, número de grãos por vagem e massa de cem grãos). Realizou-se análise de variância conjunta para safras, e os efeitos de densidade de semeadura foram submetidos à análise de regressão, já os efeitos de cultivares foram estudados pelo teste de Tukey e os de safras pelo teste F, a 1 e a 5%. Com exceção do cultivar Ouro Negro cultivado na safra de inverno, em que o maior rendimento de grãos é obtido com população em torno de 300 mil plantas por hectare, o aumento na densidade de semeadura não interfere na produtividade do feijoeiro. Independentemente da densidade de semeadura, o feijoeiro cultivado na safra da seca apresenta maior número de grãos por vagem, maior massa média de cem grãos do que o cultivado na safra de inverno.

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