Abstract
A síndrome do ovário remanescente (SOR) é um distúrbio iatrogênico em cadelas e gatas caracterizado pelo retorno do estro após contracepção cirúrgica devido à presença de fragmento de tecido ovariano na cavidade abdominal. Frequentemente, o ovário remanescente está situado no pedículo ovariano direito, sobretudo devido a sua posição topográfica mais profunda e cranial em comparação ao ovário esquerdo. Os principais sinais clínicos de SOR em pequenos animais são cio e presença de edemaciamento/secreção vulvar/vaginal, especialmente em caninos. O diagnóstico deve ser realizado por meio de citologia vaginal quando detecta-se o interesse dos machos pela cópula com a fêmea acometida, dosagem sérica de estrógeno e progesterona e/ou por meio do teste provocativo com administração de GnRH ou hCG. Contudo, citologia vaginal constitui a opção de melhor custo-benefício para o diagnóstico. Atualmente, o tratamento de escolha é cirúrgico por meio de laparotomia exploratória ou laparoscopia, seguido pela remoção do ovário remanescente. O tratamento cirúrgico tem maiores taxas de sucesso quando realizado com o animal em diestro (i.e., entre 15 e 60 dias após detectada a atração dos machos). Ademais, a realização de um procedimento cirúrgico preciso, auxiliado por técnicas avançadas de visualização durante a ovário-histerectomia ou ovariectomia constitui a melhor forma de prevenção SOR em animais de companhia.

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