Padrões histopatológicos das lesões descamativas e ulcerativas da pele em cães com leishmaniose

Autores

  • Rafael Torres Neto Universidade Estadual Paulista
  • Marcela M. P. Rodrigues Universidade Estadual Paulista
  • Renée Laufer Amorim Universidade Estadual Paulista
  • Lissandro Gonçalves Conceição Universidade Federal de Viçosa
  • Maria Cecília Rui Luvizotto Universidade Estadual Paulista
  • Sônia R. V. S. Franco Universidade Estadual Paulista

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2008v29n3p667

Palavras-chave:

Dermatite descamativa, Dermatite ulcerativa, Leishmaniose, Dermatopatologia, Cão.

Resumo

A leishmaniose visceral canina é uma doença infecciosa crônica considerada endêmica em algumas regiões do estado de São Paulo e, apesar de ser uma enfermidade sistêmica, no cão, a maioria dos sinais clínicos são dermatológicos. Foram avaliados trinta cães com diagnóstico de leishmaniose, da região de Araçatuba, pelos exames parasitológico e sorológico. Os cães apresentando apenas sinais dermatológicos foram divididos em dois grupos: um grupo com descamação e outro com ulceração. Os padrões histopatológicos da pele encontrados nos cães com lesões descamativas (n=15) foram de dermatite perianexial (5/15, 33,3%), dermatite perivascular superficial (1/15, 6,6%), dermatite nodular (1/15, 6,6%), e dentre as dermatites mistas (8/15, 53,3%), dermatite intersticial/perianexial (1/8, 12,5%), dermatite liquenóide/perivascular superficial e profunda (1/8, 12,5%), dermatite perivascular superficial e profunda/perianexial (1/8, 12,5%) e dermatite perivascular superficial/perianexial (5/8, 62,5%). Os cães com lesões ulcerativas (n=15) apresentaram padrões histopatológicos de dermatite perivascular superficial e profunda (5/15, 33,3%), dermatite difusa (3/15, 20%), dermatite perianexial (2/15, 13,3%), dermatite nodular (1/15, 6,6%), e dentre as dermatites mistas (4/15, 26,6%), dermatite intersticial/perivascular superficial e profunda (1/4, 25%), dermatite nodular/perianexial (1/4, 25%), dermatite fibrosante/perianexial (1/4, 25%) e dermatite perivascular superficial e profunda/perianexial (1/4, 25%). A presença de formas amastigotas foram observadas em oito cães (8/15, 53,3%) com dermatite descamativa e sete cães (7/15, 46,6%) com dermatite ulcerativa.

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Biografia do Autor

Rafael Torres Neto, Universidade Estadual Paulista

Aluno do programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária (área de concentração: Clínica Veterinária, nível Doutorado), UNESP, Botucatu. Distrito de Rubião Jr, s/n, 18618.000, Departamento de Clínica Veterinária – FMVZ, UNESP, Botucatu, SP.

Marcela M. P. Rodrigues, Universidade Estadual Paulista

Aluna do programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária (área de concentração: Clínica Veterinária, nível Doutorado), UNESP, Botucatu.

 

 

 

 

Renée Laufer Amorim, Universidade Estadual Paulista

Professora, Doutora, Departamento de Clínica Veterinária – FMVZ, UNESP, Botucatu, SP.

 

 

 

 

Lissandro Gonçalves Conceição, Universidade Federal de Viçosa

Professor, Doutor, Departamento de Veterinária, UFV, Viçosa, MG.

 

 

 

 

Maria Cecília Rui Luvizotto, Universidade Estadual Paulista

Professora, Doutora, Departamento de Clínica , Cirurgia e Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária, FOA, UNESP, Araçatuba, SP.

 

 

 

Sônia R. V. S. Franco, Universidade Estadual Paulista

Professora, Doutora, Departamento de Clínica Veterinária – FMVZ, UNESP, Botucatu, SP.

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Publicado

2008-09-27

Como Citar

Torres Neto, R., Rodrigues, M. M. P., Amorim, R. L., Conceição, L. G., Luvizotto, M. C. R., & Franco, S. R. V. S. (2008). Padrões histopatológicos das lesões descamativas e ulcerativas da pele em cães com leishmaniose. Semina: Ciências Agrárias, 29(3), 667–676. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2008v29n3p667

Edição

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