Situação epidemiológica da tuberculose bovina no Estado de Pernambuco, Brasil

Autores

  • Paula Regina Barros Lima Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Dulcilene Lacerda do Nascimento Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco
  • Erivânia Camelo de Almeida Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco
  • Késia Alcântara Queiroz Pontual Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco
  • Marcos Amaku Universidade de São Paulo
  • Ricardo Augusto Dias Universidade de São Paulo
  • Fernando Ferreira Universidade de São Paulo
  • Vitor Salvador Picão Gonçalves Universidade de Brasília
  • Evelise Oliveira Telles Universidade de São Paulo
  • José Henrique Hildebrand Grisi-Filho Universidade de São Paulo
  • Marcos Bryan Heinemann Universidade de São Paulo
  • Jean Carlos Ramos Silva Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • José Soares Ferreira Neto Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n5Supl2p3601

Palavras-chave:

Tuberculose bovina, Brasil, Fatores de risco, Mycobacterium bovis, Pernambuco, Prevalência.

Resumo

A situação epidemiológica da tuberculose bovina foi estudada no estado de Pernambuco. O estado foi dividido em três regiões e em cada uma delas foi aleatoriamente amostrado um número pré-estabelecido de propriedades. Dentro de cada propriedade, fêmeas com idade igual ou superior a 24 meses foram escolhidas aleatoriamente e submetidas ao teste Tuberculínico Cervical Comparativo. Ao todo foram testados 5.728 animais provenientes de 906 propriedades. Nas propriedades, foi aplicado um questionário epidemiológico para identificar fatores de risco associados à tuberculose bovina. A prevalência de focos no estado foi de 2,87% [1,82; 4,50] e a de animais 0,62% [0,29; 1,29]. Houve tendência de concentração de focos na região do Agreste do estado, caracterizada pelo predomínio de propriedades de leite. Os fatores de risco associados à condição de foco foram ter 18 ou mais vacas no rebanho, ordenhar as vacas 2 ou 3 vezes ao dia e compartilhar pastagem. Concluindo, o estado tem baixa prevalência de tuberculose bovina e a melhor estratégia a ser adotada é a implementação de sistema de vigilância para detecção e saneamento dos focos, de preferência incorporando elementos de vigilância baseada em risco. Além disso, o estado deve realizar uma sólida ação de educação sanitária para que seus produtores passem a testar os animais para tuberculose bovina antes de introduzi-los em seus plantéis e deixem de compartilhar pastagem com propriedades que não sejam livres de tuberculose bovina.

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Biografia do Autor

Paula Regina Barros Lima, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Discente, Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, Recife, PE, Brasil.

Dulcilene Lacerda do Nascimento, Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco

Médica Veterinária, Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco, ADAGRO, Recife, PE, Brasil.

Erivânia Camelo de Almeida, Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco

Médica Veterinária, Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco, ADAGRO, Recife, PE, Brasil.

Késia Alcântara Queiroz Pontual, Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco

Médica Veterinária, Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco, ADAGRO, Recife, PE, Brasil.

Marcos Amaku, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Ricardo Augusto Dias, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Fernando Ferreira, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Vitor Salvador Picão Gonçalves, Universidade de Brasília

Prof., Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília, UNB, Brasília, DF, Brasil.

Evelise Oliveira Telles, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

José Henrique Hildebrand Grisi-Filho, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Marcos Bryan Heinemann, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

Jean Carlos Ramos Silva, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Prof., Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, Recife, PE, Brasil.

José Soares Ferreira Neto, Universidade de São Paulo

Prof., Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, Brasil.

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Publicado

2016-11-09

Como Citar

Lima, P. R. B., Nascimento, D. L. do, Almeida, E. C. de, Pontual, K. A. Q., Amaku, M., Dias, R. A., Ferreira, F., Gonçalves, V. S. P., Telles, E. O., Grisi-Filho, J. H. H., Heinemann, M. B., Silva, J. C. R., & Ferreira Neto, J. S. (2016). Situação epidemiológica da tuberculose bovina no Estado de Pernambuco, Brasil. Semina: Ciências Agrárias, 37(5Supl2), 3601–3610. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2016v37n5Supl2p3601

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