Respostas fisiológicas de plantas de batata-doce (Ipomoea batatas L.) submetidas a diferentes concentrações de cobre

Autores

  • Cristina Copstein Cuchiara Universidade Federal de Pelotas
  • Mara Cíntia Winhelmann Universidade Federal de Pelotas
  • Cristina Ferreira Larré Universidade Federal de Pelotas
  • Juliana Aparecida Fernando Universidade Federal de Pelotas
  • Eugenia Jacira Bolacel Braga Universidade Federal de Pelotas
  • José Antonio Peters Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2015v36n6Supl2p4165

Palavras-chave:

Micronutriente, Perfil mineral, Sulfato de cobre, Estresse.

Resumo

O cobre, em baixas concentrações, é considerado micronutriente essencial para as plantas por ser constituinte e ativador de diversas enzimas. Porém, quando em excesso, pode afetar negativamente o crescimento, o desenvolvimento e o metabolismo vegetal. Com base no exposto, o objetivo do trabalho foi avaliar as respostas fisiológicas de plantas de batata-doce quando submetidas a diferentes concentrações de cobre através dos parâmetros morfológicos, índice de clorofila, metabolismo antioxidante, perfil mineral e características estomáticas. Para tanto, as mesmas foram cultivadas em sistema hidropônico com solução nutritiva completa por seis dias. Após este período foram transferidas para soluções contendo diferentes concentrações de cobre: 0,041 (controle); 0,082 e 0,164 mM, onde permaneceram por nove dias. Nas raízes, o principal efeito do aumento da concentração de cobre foi o acúmulo do mesmo nesse órgão. As plantas de batata-doce cultivadas com 0,082 mM de cobre na solução, apresentaram aumento da atividade das enzimas antioxidantes sem nenhuma alteração na taxa de crescimento. No entanto, na concentração de 0,164 mM, o cobre foi transportado das raízes para a parte aérea. Essa concentração reduziu o crescimento, alterou características morfo-anatômicas e ativou o sistema antioxidante como forma de proteção ao estresse gerado pelo excesso de cobre. Com base nos resultados, pode-se concluir que as plantas de batata-doce foram capazes de tolerar a toxidez por Cu até a concentração de 0,082 mM.

Biografia do Autor

Cristina Copstein Cuchiara, Universidade Federal de Pelotas

Bióloga, Dra em Fisiologia Vegetal, Deptº de Botânica, DB, Instituto de Biologia, IB, Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Capão do Leão, RS, Brasil.

Mara Cíntia Winhelmann, Universidade Federal de Pelotas

Discente do Curso de Graduação em Agronomia, Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, FAEM, UFPel, Capão do Leão, RS, Brasil

Cristina Ferreira Larré, Universidade Federal de Pelotas

Bióloga, Dra em Fisiologia Vegetal, Deptº de Botânica, DB, Instituto de Biologia, IB, Universidade Federal de Pelotas, UFPel, Capão do Leão, RS, Brasil.

Juliana Aparecida Fernando, Universidade Federal de Pelotas

Bióloga, Profa Dra, DB, IB, UFPel, Capão do Leão, RS, Brasil

Eugenia Jacira Bolacel Braga, Universidade Federal de Pelotas

Bióloga, Profa Dra, DB, IB, UFPel, Capão do Leão, RS, Brasil.

José Antonio Peters, Universidade Federal de Pelotas

Engº Agrº, Prof. Dr., DB, IB, UFPel, Capão do Leão, RS, Brasil.

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Publicado

2015-12-16

Como Citar

Cuchiara, C. C., Winhelmann, M. C., Larré, C. F., Fernando, J. A., Braga, E. J. B., & Peters, J. A. (2015). Respostas fisiológicas de plantas de batata-doce (Ipomoea batatas L.) submetidas a diferentes concentrações de cobre. Semina: Ciências Agrárias, 36(6Supl2), 4165–4176. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2015v36n6Supl2p4165

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