Obtenção de concentrado protéico de folhas e parte aérea da mandioca (ManihotesculentaCrantz)

Autores

  • Janaina Lima da Silva Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Simone Damasceno Gomes Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Silvia Renata Machado Coelho Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Janete Evarini Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Priscila Ferri Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Marney Pascoli Cereda Universidade Católica Dom Bosco
  • Shaiane Dal`Maso Lucas Universidade Federal do Oeste do Paraná

DOI:

https://doi.org/10.5433/1679-0359.2012v33n6p2279

Palavras-chave:

Proteína, Métodos de extração, Propriedades funcionais.

Resumo

As partes aéreas da mandioca, representadas pelas folhas, hastes e caules, constituem-se como resíduos agroindustriais por serem desperdiçadas na colheita das raízes. Esse material possui valor protéico, vitaminas e mineiras, propiciando sua utilização como suplemento alimentar nas indústrias alimentícias. Alternativas neste sentido surgem para extrair a proteína das folhas e eliminar os agentes tóxicos e antinutricionais naturalmente presentes em sua composição. Neste contexto, o objetivo desta pesquisa foi avaliar rendimento, composição mineral e propriedades funcionais de concentrados protéicos, obtidos de folhas e parte aérea de mandioca. Na extração das proteínas, foram testados os métodos de (1) Precipitação Isoelétrica, (2) Fermentação Natural por 5 dias, (3) Fermentação por 48 horas e (4) Fermentação por 48 horas, seguida de ajuste de pH. Foi utilizado o delineamento fatorial 2x4, sendo os fatores o tipo de material (folhas e parte aérea) e o método de extração de proteína (quatro métodos), com três repetições. O Método 1 proporcionou os maiores rendimentos de concentrado protéico e extração de proteína das folhas de mandioca, porém, não foi verificada diferença significativa entre os métodos de extração para a parte aérea da mandioca. Os teores de Fe, Mn e Zn aumentaram nos concentrados protéicos da parte aérea da mandioca, com destaque para o Método 3. As capacidades de absorção de água e de óleo dos concentrados protéicos foram elevadas para os quatro métodos avaliados, indicando boa aplicação em produtos alimentícios.

 

Biografia do Autor

Janaina Lima da Silva, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Engenehira Química, Mestre em Engenharia Agrícola, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, UNIOESTE, Cascavel, PR.

Simone Damasceno Gomes, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

 Profa Associada, CCET/PGEAGRI/UNIOESTE, Cascavel, PR.

Silvia Renata Machado Coelho, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Profa Adjunta, CCET/PGEAGRI/UNIOESTE, Cascavel, PR.

Janete Evarini, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Bióloga, Laboratório de Saneamento, Deptº de Engenharia Agrícola, UNIOESTE, Cascavel, PR.

Priscila Ferri, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Engenehira Química, Mestre em Engenharia Agrícola, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, UNIOESTE, Cascavel, PR.

Marney Pascoli Cereda, Universidade Católica Dom Bosco

Profa Titular, Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande, MS.

Shaiane Dal`Maso Lucas, Universidade Federal do Oeste do Paraná

Tecnóloga em Gerenciamento Ambiental, Doutoranda em Engenharia Agrícola, UNIOESTE, Cascavel, PR.

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Publicado

2012-12-04

Como Citar

Silva, J. L. da, Gomes, S. D., Coelho, S. R. M., Evarini, J., Ferri, P., Cereda, M. P., & Lucas, S. D. (2012). Obtenção de concentrado protéico de folhas e parte aérea da mandioca (ManihotesculentaCrantz). Semina: Ciências Agrárias, 33(6), 2279–2288. https://doi.org/10.5433/1679-0359.2012v33n6p2279

Edição

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