A mobilidade pendular refere-se ao deslocamento regular entre residências e locais de estudo ou trabalho, sendo fundamental para compreender as dinâmicas socioespaciais contemporâneas. Em Montes Claros, Minas Gerais, esse fenômeno se destaca especialmente no acesso à educação superior. A mobilidade urbana revela-se um fator decisivo para a permanência estudantil, influenciando diretamente o planejamento das instituições de ensino superior e a elaboração de políticas públicas sensíveis às especificidades regionais. Este estudo busca analisar os padrões de deslocamento dos estudantes universitários na cidade, além de identificar os principais desafios enfrentados. A metodologia combinou revisão bibliográfica e entrevistas, com abordagens quantitativas e qualitativas. Identificaram-se três padrões distintos de mobilidade: na UNIMONTES, predomina a mobilidade diária; na UFMG, observa-se uma mobilidade temporária de média duração; e, na FUNORTE, uma mobilidade temporária de curta duração, caracterizada por retornos mensais ou quinzenais. Cada instituição reflete diferentes dinâmicas e necessidades dos estudantes, evidenciando o papel da universidade no território e sua capacidade de atração regional. A diversidade de perfis e trajetórias de mobilidade destaca a complexidade do fenômeno e reforça a importância de políticas públicas voltadas à acessibilidade e à permanência estudantil no ensino superior.