A educação brasileira vem sofrendo mudanças significativas nos últimos anos, possivelmente atreladas à implementação de políticas neoliberais que enfraquecem e fragilizam a educação nacional, dificultando a formação de sujeitos(as) emancipados(as) que possam refletir sobre o mundo de maneira crítica e problematizadora. O objetivo desta pesquisa é identificar os desafios da docência na disciplina de Geografia no contexto da reforma do Ensino Médio e as implicações na formação crítica dos(as) estudantes. A metodologia utilizada contemplou o levantamento bibliográfico acerca do tema e a análise de legislações voltadas para a educação nacional e, por fim, a aplicação de um questionário semiestruturado com seis perguntas abertas direcionadas a 10 docentes de Geografia que ministram aulas no Ensino Médio. Concluímos que a reforma do Ensino Médio acarreta a desvalorização da disciplina de Geografia e das Ciências Humanas como um todo, fragilizando e padronizando os conteúdos e reduzindo a oferta das aulas dessa disciplina, o que afeta diretamente a formação crítica dos(as) estudantes e diminui a oferta de vagas da profissão no mercado de trabalho, o que, provavelmente, acarretará a baixa procura pelo curso de licenciatura em Geografia.